Uma Avaliação do Impacto Socioeconômico do Vírus Zika na América Latina e Caribe: Brasil, Colômbia e Suriname como estudos de caso

06 abr 2017
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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies (IFRC), produziu esta avaliação para medir os impactos socioeconômicos do Zika nos países, em famílias e nas comunidades, além de examinar as respostas institucionais. Um foco da avaliação é o impacto do Zika sobre as mulheres mais marginalizadas e vulneráveis, em consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o compromisso global de “não deixar ninguém para trás”. A Estratégia de HIV, Saúde e Desenvolvimento do PNUD, “Ligando os Pontos”, reconhece a redução das desigualdades e da exclusão social como algo fundamental para a saúde e o desenvolvimento.

A principal mensagem do relatório é simples: o Zika é responsável por perdas tangíveis no Produto Interno Bruto (PIB), estimadas entre USD 7 a 18 bilhões somente no período de 2015 a 2017, impondo um ônus imediato sobre os sistemas de cuidados de saúde e bem-estar social e, ao longo prazo, podendo minar décadas de conquistas na área de saúde e ao avanço do desenvolvimento social tão duramente obtidas. Mais investimentos em estratégias de prevenção, preparação e resposta nos âmbitos local, nacional e regional teriam uma relação custo-benefício mais vantajosa e ajudariam a realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.