Especialistas nacionais e internacionais se reuniram em Fortaleza para troca de informação e de experiência sobre eficiência energética

1/abr/2016

O seminário contou com debate de especialistas da área de refrigeração sobre as soluções mais modernas disponíveis no mercado para substituir CFC e HCFC-22 no setor de refrigeração. Foto: Tiago Zenero/ PNUD Brasil.

Este foi o segundo de três seminários realizados em parceria do PNUD com o Ministério do Meio Ambiente. O próximo será em São Paulo, em abril deste ano.

O primeiro ar condicionado do mundo começou a ser produzido no Rio de Janeiro, para resfriar o Teatro Municipal, em 1904. Ele foi oficialmente inaugurado em 1909. O primeiro a entrar em funcionamento foi em 1907, nos Estados Unidos.

“O ar condicionado do Rio de Janeiro trabalhava 100% com ar externo, a refrigeração do ar acontecia com o auxílio de blocos de gelo. Sua capacidade era de resfriar 10 graus a menos do que a temperatura ambiente exterior ao teatro”, relata o engenheiro brasileiro integrante da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers), Oswaldo Bueno, ao falar sobre a eficiência energética do setor durante o II Seminário sobre sistemas de águas geladas – Chillers – Chillers, que teve início na última quarta-feira (30/3) em Fortaleza (CE) e termina hoje (01/04). 

No encontro, os participantes debateram os resultados das principais experiências de comissionamento no Brasil e no mundo, além de sua relação com a eficiência energética em edificações. Quando um aparelho de refrigeração não possui manutenção frequente, é antigo ou não está em bom estado de preservação, sua eficiência não é aproveitada. Dessa forma, para resfriar um ambiente, ele gasta mais energia do que deveria.

Desde o primeiro aparato instalado no Rio de Janeiro no início do século passado, o mercado se modernizou e, atualmente, não se pode projetar um ar condicionado se seu projeto não for discutido juntamente com a envoltória do prédio e com a iluminação. “Tudo está relacionado para ter um melhor desempenho do sistema”, afirmou Bueno.

O seminário reuniu especialistas da área de refrigeração para discutir e apresentar as soluções mais modernas disponíveis no mercado para substituir o HCFC-22 no setor de Chillers. Este é o segundo de três seminários realizados em parceria do PNUD com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O próximo será em São Paulo, entre 27 e 28 de abril deste ano.

Eficiência Energética

Para avaliar a eficiência energética em edifícios, existe o selo Procel Edifica. “Quando um prédio recebe etiqueta A, significa que há uma redução de 30% de consumo da energia na edificação, 40% no condicionamento de ar e 30% graças ao envoltório”, explicou o especialista. O prédio do MMA foi certificado em 2015, em um projeto em parceria com o PNUD.

Comissionamento

O comissionamento é um processo para assegurar que sistemas e componentes de um edifício estejam projetados, instalados, testados, operados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais do proprietário. Quando aplicados em prédios já existes, faz-se o retrocomissionamento, visando modernizar e ajustar os padrões da edificação, a fim de, principalmente, garantir o conforto dos usuários e a eficiência energética do edifício.

Ross Montgomery, especialista da ASHRAE, explicou as normas para se realizar um processo de comissionamento e sua importância. “Por que realizar o comissionamento em um edifício? Simples, porque melhora o processo e o fluxo de trabalho”, pontuou o especialista.

Ele também ressaltou que o processo de comissionamento necessita seguir alguns padrões e promover a interação entre todos os envolvidos. “A responsabilidade começa com o proprietário do edifício. É preciso, além de se integrar com a equipe de comissionamento, realizar capacitações, isso é fundamental para todos os equipamentos e sistemas que fazem parte do processo”, afirmou Montgomery.

Representante da Building Commission Association (BCA), Antony Avendano, aprofundou-se especificamente no processo de comissionamento de sistemas de águas geladas. “O comissionamento no sistema de refrigeração, além de agregar valor ao edifício, melhora a saúde das pessoas que trabalham ou frequentam aquele prédio. Ele também garante a segurança do equipamento, para que o próprio usuário esteja protegido”, salientou.

Como exemplo prático, o especialista ressaltou um projeto implementado no prédio das Nações Unidas de Nova York, para o retrocomissionamento de um sistema de refrigeração que utilizava água do rio. “Era um dos sistemas mais antigos que havia nos EUA. Em 2007, começaram o processo de retrocomissionamento. Eles ainda utilizam água do rio no sistema de resfriamento, então é muito interessante poder utilizar esse recurso e melhorar significativamente sua eficiência”, pontuou Avendano.

No Brasil, “na média, os sistemas de água gelada estão operando 25% abaixo dos valores de eficiência energética de seus projetos”, afirmou Tomaz Cleto, da SOMAR.

“Um comissionamento mal executado, afeta diretamente na eficiência energética da edificação”, ressaltou Maurício Rodrigues, engenheiro da BCA.

Para garantir melhor eficiência energética, além do processo de comissionamento, é preciso também capacitar e conscientizar a população, para que as pessoas saibam como operar adequadamente os sistemas de refrigeração.

“Há casos em que se liga o ar condicionado às 2h da manhã para que o prédio esteja gelado às 9h, quando os funcionários chegam para trabalhar”, pontuou Cleto.

Por outro lado, Montgomery ressaltou que o Brasil é muito inteligente na forma de utilizar os equipamentos e tecnologias. “Os projetos brasileiros sabem como aplicar, de forma muito esperta, os diferentes tipos de tecnologias de acordo com as necessidades de cada edifício”.

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