Seminário apresenta alternativas para substâncias danosas à camada de ozônio no setor de ar condicionado

29/abr/2016

Sistemas centrais de ar condicionado que não apresentam limpeza e manutenção adequadas não são energeticamente eficientes e causam desconforto ao usuário. Foto: Tiago Zenero/ PNUD Brasil.

Para discutir alternativas mais modernas disponíveis no mercado para resfriadores líquidos centrais livres de CFC e que não possuam alto potencial de aquecimento global, o PNUD e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) organizaram o III Seminário sobre sistemas de água gelada – Chillers, entre 27 e 28 de abril, em São Paulo. O evento é parte do Projeto Demonstrativo de Gerenciamento de Chillers, desenvolvido no âmbito do Protocolo de Montreal.

“Montamos esse seminário para divulgar práticas para proteção da camada de ozônio no setor de chillers”, disse a gerente de proteção da camada de ozônio do MMA, Magna Luduvice, na abertura do seminário.

Um dos grandes problemas dos sistemas de ar condicionado em edifícios é que, muitas vezes, trata-se de aparelhos antigos que não possuem limpeza e manutenção adequadas.  “Esses aparelhos se encontram em defasagem em relação aos índices de eficiência energética adotados atualmente”, explica a oficial de programa do PNUD, Marina Ribeiro.

“Para substituir esses gases, é preciso ter um gás que tenha um mínimo impacto sobre o meio ambiente; apresente alta eficiência do sistema; e que apresente segurança como fator muito importante, com treinamento, gerenciamento e educação”, pontuou a engenheira da Johnson Controls e palestrante do evento, Celina Bacellar.

Dessa forma, uma série de propostas e estudos de substâncias naturais e sintéticas foram apresentadas nos dois dias de evento, que reuniu cerca de 300 especialistas, além de 12 palestrantes nacionais e internacionais.

Retrocomissionamento

Durante o seminário, também foi apresentado estudo de retrocomissionamento, realizado em prédios privados de São Paulo.

Retrocomissionamento é um projeto que conta com “estudos técnicos em um edifício, envolvendo a análise minuciosa do projeto, verificação de operação das instalações para otimizar a eficiência energética do prédio e sanar os problemas no projeto, na instalação e os desenvolvidos ao longo da vida do edifício”, explica o engenheiro da Somar e executor do estudo, Maurício Rodrigues.

O estudo apresentado englobou o processo de retrocomissionamento do sistema de ar condicionado em dois prédios privados de São Paulo e não contempla a implementação. Mesmo assim, “não se pode só ficar pensando no Chiller, temos que pensar no projeto todo, no sistema e, mais do que isso, no nosso objetivo final que é o conforto do usuário”, afirmou o coordenado técnico da iniciativa, Tomaz Cleto.

Retrocomissionamento não precisa ser caro ou com implementação complexa. “Se você colocar um timer para apagar a luz depois de certo horário no seu escritório, ou um timer para desligar o ar condicionado depois do expediente, isso já é retrocomissionamento, e você gastou muito pouco com o equipamento. Um gasto que será recuperado rapidamente com a economia de energia”, explicou o especialista em retrocomissionamento e palestrante internacional do evento, James Anderton.

Os edifícios analisados apresentam 17 e 18 anos de operação. “O que acontece é que os prédios vão evoluindo com o tempo e, por isso, temos que estar sempre atualizando os projetos”, explicou Rodrigues.

O objetivo é que os estudos apresentados sirvam de base para a implementação do projeto e como piloto para que outros estudos de retrocomissionamento sejam realizados pelo Brasil, para, assim, melhorar a eficiência energética dos sistemas de ar condicionado nas edificações.

 

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