Brasil avança em ações para proteção da camada de ozônio em 2016

23/dez/2016

Foto: AAkaashá/ FlickrCC.

Depois de dois anos entre preparação, negociação e aprovação da Etapa 2 do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), 2016 foi o ano de iniciar as ações para sua implementação. Os HCFCs são substâncias que corroem a camada de ozônio, responsável por proteger os seres humanos dos raios ultravioleta. Na Etapa 2 do Programa, o Brasil deverá finalizar a conversão de todas as empresas que trabalham com espuma de poliuretano rígido. A partir de 1º de janeiro de 2020, será proibida a importação do HCFC-141b, substância utilizada como agente de expansão na produção de espumas.

O lançamento oficial da Etapa 2 do PBH aconteceu em 16 de setembro, juntamente com a celebração do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Com o intuito de divulgar o início da Etapa 2 do PBH, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o PNUD participaram da maior feira de poliuretano da América Latina, a Feiplar Composites & Feipur, com um estande informativo, além de cinco apresentações durante os painéis setoriais, que alcançou cerca de 300 visitantes e especialistas.

Em 2016, a Etapa 1 do Programa foi concluída por empresas de diversos segmentos dos setores de espumas. Dentre eles, destacam-se as casas de sistema, que apoiam na conversão das empresas de pequeno e médio portes. No total, cerca de 250 empresas do setor já substituíram o HCFC por substância ambientalmente correta.

O PNUD, por meio dos projetos do Protocolo de Montreal, também apoiou a organização da 7ª Semana Tecnológica SENAI de Refrigeração e Climatização, que teve como objetivo abordar todo o ciclo de vida do produto de refrigeração e climatização, desde a fabricação até o descarte e destruição, incluindo a discussão sobre eliminação dos HCFCs. No total, participaram do evento 3 mil técnicos e estudantes em 28 palestras.

O Projeto Demonstrativo para o Gerenciamento de Chillers, parceria entre o PNUD e o MMA, realizou o processo de retrocomissionamento em quatro edifícios. Esse processo ofereceu avaliações que devem auxiliar na correção de problemas e na adequação do sistema de ar condicionado central desses edifícios, melhorando sua eficiência energética.

Além disso, foram realizados três seminários internacionais – no Rio de Janeiro, Fortaleza, e São Paulo –, para discutir as alternativas mais modernas disponíveis no mercado para substituição do fluido frigorífico HCFC-22 nos sistemas de ar condicionado central de edificações; e dois cursos técnicos - em Brasília e São Paulo – para capacitar engenheiros e técnicos responsáveis pela manutenção desses sistemas, com foco em manutenção e operação dos sistemas de ar-condicionado sem prejudicar o meio ambiente e garantindo o conforto ao usuário. No total, cerca de 600 pessoas foram capacitadas.

Em outubro, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA, participou das negociação para inclusão dos HFCs no Protocolo de Montreal, que culminou na adoção da Emenda de Kigali.

Para o próximo ano, a expectativa é que o PNUD continue apoiando os projetos do Protocolo de Montreal no Brasil, como agência implementadora líder, em parceria com o Governo Federal e o setor produtivo, promovendo, dessa forma, o desenvolvimento sustentável e a proteção da camada de ozônio.

do PNUD