Projetos da maratona The Big Hackathon promovem os ODS por meio de novas tecnologias

2/fev/2017

Equipes trabalham dia e noite para desenvolverem soluções que promovam o cumprimento da Agenda 2030. Foto: Guilherme Larsen/PNUD Brasil

Organizar uma base de dados para Organizações Não Governamentais de todo o Brasil que trabalham na recuperação de dependentes químicos. Esse é o objetivo da equipe do desenvolvedor de software Lucas Anjos, 19 anos. Partindo do ODS 3 (Saúde e Bem-estar), os seis integrantes da equipe optaram por trabalhar a temática de forma integrada com a Agenda 2030. Assim, acreditam que todas as pessoas que passam por essas instituições possam ter um tratamento adequado e contínuo.

“ONGs no Brasil na área de dependência química não têm uma base de dados unificada. Muitas vezes os dependentes passam por diversas organizações em diferentes cidades e regiões, e nenhuma delas tem informação sobre os tratamentos já feitos pelos pacientes. Assim, acreditamos que as ONGs podem economizar tempo e recursos e dar uma resposta mais efetiva ao problema”, diz Lucas.

Ele participa da maratona The Big Hackathon, na 10º edição da Campus Party. Ele e seus colegas chegaram ao consenso de que, por meio do ODS 3, também é possível colaborar para o cumprimento de outros Objetivos, como Redução das Desiguldades e Parcerias para os Meios de Implementação. Com a formação de uma base de dados nacional, todas as ONGs que tratam com dependentes químicos terão acesso instantâneo aos dados de um paciente.

“The Big Hackathon é um grande aprendizado para todos nós. Por meio de pesquisas, enxergamos que as ONGs que tratam de dependentes químicos trabalham de forma independente. Mas muitos pacientes frequentam diversas instituições ao longo do tratamento. E a tecnologia é nossa grande aliada para agilizarmos os processos e fornecemos uma base de dados confiável”, afima o desenvolvedor Ícaro Sousa, 22 anos.

Ao final da competição, a equipe pretende fornecer o produto para prefeituras, governos estaduais e Minsitério da Saúde. Assim, acreditam que, por meio da formação de parcerias com o setor público, possam dar escala ao trabalho iniciado na maratona The Big Hackathon. Já a vibilidade financeira do negócio será viável por meio de mensalidade simbólica paga pelas ONGs ou por subsídios concedidos por governos às organizações.

Outro exemplo de integração dos ODS por meio de soluções tecnológicas é o trabalho da equipe do empresário Carlos Moreira dos Santos. Eles desenvolvem uma plataforma para reduzir o consumo de energia em residências. O ODS 7 (Energia limpa e acessível) serviu como ponto de partida para a ideia. “Os ODS são muito complexos para atingirmos somente com programação e tecnologia. Por isso, devemos pensar na comunidade, em como levar a tecnologia para lugares inacessíveis. E nosso trabalho pretende justamente isto: mostrar que todas as pessoas, por meio de uma simples plataforma interativa, podem economizar energia, aumentar a renda e colaborar com o desenvolvimento sustentável do planeta”, disse.

A formação de parcerias também será fundamental para a implementação da plataforma produzida pela equipe de Carlos. “A tecnologia tem muita força de prover informação. E queremos usar essa tecnologia a favor da sustentabilidade financeira do negócio. Com o apoio de diferentes empresas, podemos oferecer benefícios para as pessoas que usarem nossos produtos. E, quando formamos uma solução, atingimos outros objetivos da Agenda 2030. É nisso que pensamos”, completa o empresário.

São mais de mil programadores, desenvolvedores e empreendedores que participam da maratona The Big Hackathon. Após 100 horas de evento, as equipes apresentarão seus trabalhos para uma banca de jurados. As iniciativas serão analisadas em três eixos: viabilidade financeira, critavidade e conexão com a Agenda 2030. As melhores soluções serão chanceladas pelo PNUD. Tha Big Hackathon tem apoio do Sebra e do Instituto Campus Party.

Do PNUD