Repensar políticas para melhorar a inserção dos jovens em um mercado de trabalho onde o desemprego está aumentando, recomenda relatório conjunto da OIT e do PNUD

6/mar/2017

Vinte por cento dos jovens que participam do mercado de trabalho identificam-se como empreendedores. A maioria, equivalente a 18,6% do total, porém, trabalha por conta própria, o que geralmente envolve condições de vulnerabilidade laboral.  Apenas 2% são empregadores, a maioria em suas pequenas empresas. O empreendedorismo, que surge como alternativa para ampliar oportunidades para os jovens na América Latina, particularmente em um contexto de desemprego elevado, requer, portanto, novas políticas destinadas a facilitar a inserção da juventude na atividade econômica. A recomendação  é da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do PNUD no relatório conjunto intitulado “Promoção do Empreendedorismo e da Inovação Social Juvenil”.

"O problema dos jovens latino-americanos atingiu magnitude e complexidade que exigem respostas urgentes dos países, assim como de suas sociedades", alertam no prólogo do relatório a diretora regional do PNUD para a América Latina e o Caribe, Jessica Faieta, e o diretor regional da OIT , José Manuel Salazar.

O documento, lançado durante a XXV Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Cartagena, na Colômbia, no fim de 2016, tem como tema "Jovens, Empreendedorismo e Educação". O relatório teve apoio da Secretaria Geral Ibero-americana  (SEGIB) e da Organização Internacional da Juventude  (OIJ).

O estudo lembra que, de um total de 156 milhões de jovens entre 15 e 29 anos na região, 39% vivem na pobreza, enquanto 20% daqueles entre 15 e 24 anos não estudam nem trabalham. Além disso, a previsão é de que o desemprego juvenil suba para cerca de 17%.

A persistência de sistemas educativos pouco inclusivos, a maior incidência da pobreza entre jovens do setor rural, a exclusão dos jovens indígenas e afrodescendentes e a necessidade de enfrentar o desafio da empregabilidade dos jovens em um mundo de revoluções tecnológicas são questões pendentes na maioria dos países, segundo o relatório.

"Todas essas transformações e desafios trazem consigo a necessidade de repensar as formas de inserção social e profissional dos jovens", dizem os diretores regionais da OIT e do PNUD. O fato de que a maioria dos jovens empreendedores trabalha por conta própria implica que eles têm "alta probabilidade de receber uma renda baixa pelo seu trabalho", afirma o documento.

Expressiva fração dos jovens que se declaram empreendedores, seja como empregadores, seja como trabalhadores autônomos, admite que fez essa opção por necessidade. Trata-se de uma forma de enfrentar a falta de oportunidades de emprego e as más condições de trabalho e de gerar renda de maneira relativamente rápida.

Esses trabalhadores independentes compartilham a forma predominante de inserção laboral juvenil, a dos trabalhadores informais, uma situação de vulnerabilidade com "baixa renda e possibilidades limitadas de aumentá-la no futuro". Em muitos países, a maioria desses jovens empreendedores tem rendimentos abaixo da linha de pobreza internacional, de US$ 4 por dia.

O relatório destaca ainda que, nos países da região, houve aumento no número de programas de apoio ao empreendedorismo juvenil, porém “com conhecimento limitado sobre seus impactos" e com aplicação também limitada para a população mais carente.

A OIT e o PNUD fazem uma série de recomendações com o fim de promover a cultura empreendedora dos jovens e de aumentar o envolvimento do setor privado, incluindo um repertório de experiências inovadoras bem sucedidas na região.

"A juventude deve ser vista como um dos principais valores de capital humano e social atualmente na região, como sujeitos e atores relevantes, como um fator estratégico e essencial para o desenvolvimento sustentável e para o progresso em direção a uma América Latina e Caribe mais justos e inclusivos, na qual ninguém fique para trás... Para os jovens, o futuro começa e é construído todos os dias", destacaram os diretores regionais da OIT e do PNUD no prólogo do relatório.

Clique aqui e conheça a publicação.

Do PNUD e da OIT

PNUD PNUD no mundo

Você está em PNUD Brasil 
Ir a PNUD Global

A

A ex-República jugoslava da Macedônia Afeganistão

Á

África do Sul

A

Albânia Angola Arábia Saudita Argélia Argentina Armênia Azerbaijão

B

Bahrein Bangladesh Barbados Belize Benim Bielorrússia Bolívia Bósnia e Herzegovina Botsuana Brasil Burkina Faso Burundi Butão

C

Cabo Verde Camarões Camboja Casaquistão Chade Chile China Chipre Colômbia Comores Costa do Marfim Costa Rica Croácia Cuba

D

Djibouti

E

Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eritréia Escritório do Pacífico Etiópia

F

Federação Russa Filipinas

G

Gabão Gâmbia Gana Geórgia Guatemala Guiana Guiné Guiné-Bissau Guiné Equatorial

H

Haiti Honduras

I

Iêmen Ilhas Maurício e Seychelles

Í

Índia

I

Indonésia Irã

J

Jamaica Jordânia

K

Kosovo Kuwait

L

Lesoto Líbano Libéria Líbia

M

Madagascar Malásia Malauí Maldivas Mali Marrocos Mauritânia México Moçambique Moldova Mongólia Montenegro Myanmar

N

Namíbia Nepal Nicarágua Níger Nigéria

P

Panamá Papua Nova Guiné Paquistão Paraguai PDR do Laos Peru Programa de Assistência ao Povo Palestino

Q

Quênia Quirguistão

R

República Centro-Africana República Democrática do Congo República do Congo República do Iraque República Dominicana República Popular Democrática da Coreia Ruanda

S

Samoa (Escritório Multi-País) São Tomé e Príncipe Senegal Serra Leoa Sérvia Síria Somália Sri Lanka Suazilândia Sudão Sudão do Sul Suriname

T

Tailândia Tajiquistão Tanzânia Timor-Leste Togo Trinidad e Tobago Tucormenistão Tunísia Turquia

U

Ucrânia Uganda Uruguai Uzbequistão

V

Venezuela Vietnã

Z

Zâmbia Zimbábue