Rodas de conversa na Campus Party Brasília discutiram implementação da Agenda 2030

20/jun/2017

Representantes de governos, setor privado e da sociedade civil debateram o uso de novas tecnologias para o cumprimento dos ODS. Foto: PNUD/Brasil

No último fim de semana, o estande ODS, na Campus Party Brasília, reuniu em rodas de conversa representantes de governos, setor privado e sociedade civil, para discutir formas de alcançar o desenvolvimento sustentável até 2030. Foram 17 rodas, cada uma sobre um ODS específico. Ao longo de três dias, os participantes tiveram a oportunidade de discutir formas de cumprimento da Agenda 2030 por meio de novas tecnologias.

Na quinta-feira, os debates do estande foram sobre erradicação da pobreza, agricultura sustentável, saúde e bem-estar, igualdade de gênero e água potável e saneamento. O professor Paulo Sérgio, que participou da roda de conversa sobre o ODS 4 (Educação de qualidade), apontou que “dispomos de recursos tecnológicos muito eficientes para impulsionar a educação. Os meios de comunicação, por exemplo, são ótimas ferramentas para promover conteúdos para o alcance do desenvolvimento sustentável”.

Sobre o ODS 1 (Erradicação da pobreza), a representante da Visão Mundial, Maeli Farias, destacou que a tecnologia é uma grande aliada no combate à pobreza: “É importante a interação do global com o local para não deixarmos ninguém para trás. Precisamos usar a tecnologia para beneficiar aqueles que realmente estão excluídos desse mundo tecnológico, com foco na erradicação da pobreza”.

O tema “mobilidade urbana” deu início às rodas de conversa de sexta-feira (16). Na opinião do representante do Engajamundo, Tarcísio Pinhate, a tecnologia é ferramenta fundamental para modernizar a mobilidade nas cidades. “É essencial que haja uma transparência de dados, que parcerias de governos com startups sejam feitas, para que possa melhorar a interação com usuários do transporte público, por exemplo. Isso melhora diretamente a qualidade de vida nas cidades e está perfeitamente alinhado com o ODS 11, Cidades e comunidades sustentáveis”, afirmou.

Também na sexta-feira, as rodas de conversa discutiram o ODS 10 (Redução das desigualdades), o ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima), o ODS 9 (Indústria, inovação e infraestrutura) e o ODS 12 (Consumo e produção responsáveis).

“A transição que temos que alcançar para realmente conseguir mitigar as causas da mudança do clima depende completamente de tecnologia e inovação. Discutir inovação com relação à mudança do clima faz todo o sentido. O futuro da solução do problema está na inovação e na tecnologia” , disse o representante da Divisão do Clima do Itamaraty, Rafael Soler, que participou da roda de conversa do ODS 13.

No sábado, os participantes da Campus Party Brasília tiveram a oportunidade de discutir como a tecnologia pode colaborar para o alcance dos ODS 7 (Energia limpa e acessível), ODS 14 (Vida na água), ODS 15 (Vida terrestre), ODS 16 (Paz, justiça e instituições eficazes) e ODS 17 (Parcerias e meios de implementação).

O estande ODS, resultado de parceria entre FURNAS e PNUD, funcionou entre os dias 14 e 17 na Campus Party Brasília. O espaço foi elaborado com materiais sustentáveis e ecológicos em sua estrutura e design, referindo-se também à biodiversidade brasileira. Os participantes das rodas de conversa também tiveram a oportunidade de escrever, em quadros do estande, mensagens para o cumprimento da Agenda 2030.

Entre os dias 14 e 18, mais de 64 mil pessoas circularam pelo Centro de Convenções Ulysses Guimarães, local em que ocorreu a Campus Party Brasília. Foram mais de 250 horas de conteúdo, com workshops, palestras, datathon, hackathons e debates sobre empreendedorismo.

Datathon

Dentro da programação do estande ODS, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o PNUD promoveram o Datathon, desafio de dados para conectar refugiados com empregadores, com base no ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico. Ao longo de 24 horas, programadores de software e empreendedores se reuniram para desenvolver as soluções tecnológicas. Ao fim do desafio, foram apresentados três projetos, que receberam orientação, tanto do ACNUR quanto do PNUD, sobre como fortalecer as inciativas e conectar pessoas em situação de refúgio ao mercado de trabalho.