Programa de Voluntários da ONU apoia evento latino-americano do Rotaract sobre ODS e juventude

21/jul/2017

Na última sexta-feira (14), centenas de jovens de Argentina, Brasil, Chile, México e Paraguai reuniram-se em Foz do Iguaçu para a Conferência Latino-Americana do Rotaract’s Clubs. O evento, retomado após 10 anos, contou com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV). A associada do UNV no Brasil, Monica Villarindo, ministrou a palestra “ONU e voluntariado: o que você tem a ver com isso?”. Para ela, “o voluntariado é a melhor ferramenta que temos para que todos participem ativamente dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS. A agenda 2030 precisa ser localizada. Ela é criada de forma global, mas cada cidade, cada estado e cada país vai adaptá-la às suas necessidades”.

Presente em 170 países, o Rotaract, organização voltada para jovens de 18 a 29 anos, desenvolve projetos de voluntariado divididos em mais de 700 distritos somente no Brasil. A conferência na cidade paranaense teve dois dias inteiros de palestras, atividades voluntárias, apresentações de artigos e projetos. Nestes, o critério principal a se considerar foram os ODS.  Por meio da parceria com o UNV Brasil, o Rotaract tem encaixado os Objetivos no planejamento de suas atividades.

Para o presidente da entidade, Deivid Forgiarini, os ODS têm embasado iniciativas práticas do Rotaract. “Faltava entender onde os projetos estavam impactando e quem eles atingiam. Quando iniciamos a parceria e começamos a oportunizar o conhecimento dos ODS aos clubes de Rotaract, tínhamos como intenção dar mais suporte teórico a esses projetos, para que fossem mais estruturados, saíssem do ponto de vista assistencialista e fossem mais impactantes. Isso ainda é novo, é um processo que vai levar algum tempo, mas que já está trazendo resultados”, explica.

De acordo com o presidente do Rotaract, a parceria com o UNV dá oportunidade à abertura dessa mesma relação da organização com a ONU em outros países da América Latina. O Rotaract no Brasil foi pioneiro na adoção dos ODS em seus eventos e agora pretende expandir o conceito para outros clubes da organização.  “A ideia é que, a partir dessa experiência brasileira da parceria com o Programa de Voluntários da ONU e do uso dos 17 ODS, possamos levar isso às outras agências e coordenações regionais da nossa organização, para que se multiplique”, diz  Forgiarini.

A rotariana Rafaella Cogrossi, de Foz do Iguaçu, organizou e participou do evento, onde apresentou projeto dela própria realizado na cidade. Por meio de workshops de reintegração e um dia de cuidados de beleza e saúde com mulheres recém-egressas do sistema penitenciário, seu projeto foi realizado, segundo ela, “de mulheres para mulheres”. Durante o evento, ela teve a oportunidade de relacionar sua ação com vários Objetivos, entre eles Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Redução das Desigualdades (ODS 10) e Igualdade de Gênero (ODS 5).

A partir disso, Cogrossi percebe que os jovens da organização têm começado a mudar de visão após a introdução aos ODS. “Dessa forma, vamos conseguindo mudar a mentalidade. Saber o que são os ODS, ao lê-los e entendê-los de uma maneira maior, permitirá que qualquer um possa encaixá-los [nos projetos] e gerar mudança pelo menos nesse aspecto em sua região, o que já será uma mudança muito grande”, completa.