Parceria pelo desenvolvimento sustentável do cerrado beneficiará quatro estados brasileiros

7/ago/2017

Foto: Klaus Balzano/ Flickr

O cerrado brasileiro é o segundo maior bioma da América do Sul. Berço das três maiores bacias hidrográficas da região e um “hotspot” mundial de biodiversidade, ele abriga povos e comunidades tradicionais que sobrevivem do manejo dos recursos naturais. No entanto, o cerrado é o bioma brasileiro com menor porcentagem de unidades de conservação, tanto de uso integral (apenas 2.8% de seu território) quanto de uso sustentável (5.3%).

É nesse contexto que a organização não governamental Conservation International e o PNUD uniram esforços para a promoção do desenvolvimento sustentável da região, por meio de projeto que valoriza os aspectos ambientais e sociais, além dos econômicos.

Lançado em Brasília nesta segunda-feira 7, durante abertura do workshop de dois dias na Casa da ONU, o projeto “Reduzindo o Desmatamento na Cadeia Produtiva de Soja” faz parte de uma estratégia global para reduzir o desmatamento de cadeias produtivas de commodities. No Brasil, trabalhará com a produção de soja nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – na fronteira agrícola hoje chamada de MATOPIBA. “Por meio desse projeto, pretendemos criar uma visão comum para a expansão e a produção no cerrado brasileiro”, anunciou o diretor de país do PNUD, Didier Trebucq, na abertura do workshop.

O projeto, que tem duração prevista de 3 anos, deverá atuar diretamente em 10 municípios no Tocantins e na Bahia, nos quais a produção agrícola incluirá critérios socioambientais que estimulem a promoção e a replicação de boas práticas. Está previsto também o desenvolvimento de técnicas de restauração de áreas degradadas e desmatadas com potencial de replicação em outras partes do país e que possam favorecer as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC na sigla em inglês) e o Acordo de Paris.  Aliadas ao planejamento de corredores ecológicos e zoneamento, as estratégias previstas na iniciativa promoverão as parcerias necessárias para o desenvolvimento sustentável da região, numa coalisão entre sociedade civil organizada, setor produtivo local e governos em todas suas esferas.

O workshop, que termina nesta terça-feira 8, reúne representantes desses três setores que estarão à frente da iniciativa. Durante os dois dias da oficina, eles receberão informações sobre o projeto, seus objetivos e as metas com que deverão trabalhar em conjunto.

Total de investimento: US$6.6M (recursos da Global Environment Facility – GEF).

Implementação: Conservation International (CI) em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB); a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS); a Fundação de Apoio à Pesquisa para o Corredor de Exportação Norte (FAPCEN); a Associação de Agricultores e Irrigantes de Bahia (AIBA); e a Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado do Tocantins (FAET).

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