Encontro periódico da REMS celebra 10 anos de atividades de esportes pela mudança social

31/ago/2017

Representante-residente do PNUD Brasil participa da abertura do vigésimo encontro da REMS. Foto: Gabriela Borelli/ PNUD Brasil

Barcos também podem ser usados como instrumento para a educação e o desenvolvimento. Essa é a proposta do projeto Grael para a rede pública de ensino do Rio De Janeiro. Iniciativas como essa, que usam o esporte como ferramenta de desenvolvimento social e humano, formam a REMS, Rede Esporte pela Mudança Social. “A rede é muito importante para organizações que trabalham com esporte educacional no Brasil. É a unica instituição que opera a nível nacional dividindo experiências e ajudando a implementar políticas públicas”, destaca a secretária executiva adjunta do projeto Grael, Joanna Dutra, que compõe a REMS desde o seu início, em 2007.

Joanna e outros representantes das 89 organizações que formam a REMS se reúnem, nessa quarta e quinta-feira, na Casa da ONU, em Brasília, para o vigésimo encontro da rede e também para celebrarem os 10 anos de existência da REMS. “A Rede demonstra o impacto social e o poder transformador do esporte, que inspira pessoas, instituições e governos para promoção de saúde, desenvolvimento humano, ética e cidadania”, explica o pepresentante-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic. Durante a abertura do encontro, ele parabenizou pelas atividades durante a década e pelos outros grandes eventos de comemoração realizados em agosto.

Durante a manhã de ontem (30), os participantes aproveitaram o momento para compartilhar impressões sobre as atividades de celebração pelo aniversário da Rede. O resto do dia seguiu com atividades internas de capacitação e alinhamento dos membros envolvidos. Na quinta-feira (31), a programação segue com o Fórum “O Esporte que Queremos para o Brasil”, direcionado a comunidade acadêmica, membros do governo e estudantes convidados pela rede. O objetivo da atividade final é refletir sobre como as pesquisas produzidas no BRasil podem ajudar na elaboração de políticas públicas. Para nortear as discussões, serão apresentadas as pesquisas Diesporte 2016, Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros – Esporte 2016 e Ipsos 2013, estudos relevantes do setor e que devem contribuir para a tomada de decisões dos gestores em torno das necessidades da população. O fórum, aberto ao público, tem entrada gratuita e acontece de 14h às 16h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Esporte é tema de Relatório de Desenvolvimento Humano

Além dos 10 anos da Rede, 2017 também é o ano de lançamento do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, produzido pelo PNUD, e que tem como temática os esportes e as atividades físicas para o desenvolvimento. Será a primeira vez que um relatório terá essa abordagem. O Brasil, que sediou megaeventos esportivos nos últimos anos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, traz grandes aportes para a elaboração do documento.

A oficial de projetos do PNUD e ponto focal para o diálogo com a REMS, Juliana Soares, aponta que, do ponto de vista da Rede, o RDH é de suma importância para o desevolvimento dos projetos. “Ele (o relatório) traz consensos para a área esportiva e educacional. A expectativa é que o PNUD aponte o caminho para que organizações como essas que formam a REMS consigam buscar seus direitos” comenta.

A REMS

A Rede Esporte pela Mudança Social foi fundada simultaneamente no Brasil e na África do Sul em 2007, por um grupo de organizações da sociedade civil com apoio da Nike e do PNUD. A iniciativa inspirou a criação de redes semelhantes no Reino Unido e na Argentina. A REMS facilita a visibilidade ao trabalho das organizações, demonstrando o impacto social e o poder transformador do esporte para a promoção da saúde, do desenvolvimento humano, da ética e da cidadania.

Ao longo da sua história, a REMS realizou quatro semanas internacionais do esporte para o desenvolvimento social, todas com forte apoio do PNUD. A cordenadora da Rede, Ana Luíza de Araújo Carrança, destaca a importância dessa parceria:  “Sempre houve um olhar cuidadoso com o esporte. O RDH é uma prova do trabalho pelo esporte como fator de desenvolvimento humano”.