Desenvolvimento humano de quatro regiões metropolitanas cresce entre 2000 e 2010, mostra PNUD

10/nov/2017

Foto: Petrolina-Juazeiro/ Wikipédia

A Fundação João Pinheiro (FJP), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) acabam de lançar novos dados para o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras. Nesta nova fase, o site do Atlas (www.atlasbrasil.org.br) recebeu indicadores de 4 regiões metropolitanas (RM)[1]: Florianópolis (SC), Grande Teresina (PI), Juazeiro-Petrolina (BA/PE) e Sorocaba (SP). As quatro novas regiões somam-se a outras 20 cujos indicadores foram divulgados entre 2014 e 2015. 

Mais uma vez, os dados confirmam os avanços nos indicadores socioeconômicos brasileiros entre 2000 e 2010. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e a grande maioria dos outros 200 indicadores socioeconômicos levantados cresceram nas quatro regiões pesquisadas. Atualmente, as RM de Grande Teresina e Sorocaba se encontram na faixa de Alto Desenvolvimento Humano, com IDHM acima de 0,700. A região metropolitana de Florianópolis avançou 12,26% no período, ocupando o 1º lugar no ranking. É a única RM, dentre as 24 analisadas, que se encontra na faixa de Muito Alto Desenvolvimento Humano. A região de Sorocaba teve aumento semelhante, de 12,22%. Já as regiões de Grande Teresina e Juazeiro-Petrolina tiveram os maiores avanços para o período. Cresceram cerca de 23%. Ainda assim, a RM de Juazeiro-Petrolina ocupa a última posição no ranking, sendo a única na faixa de Médio Desenvolvimento Humano.

Apesar dos avanços generalizados, a desigualdade em nível intrametropolitano ainda existe, revelando um quadro de injustiça social que persiste tanto no Sudeste/Sul como no Nordeste. A diferença na esperança de vida ao nascer, dentro da mesma região metropolitana, é de aproximadamente 6 anos em Florianópolis e em Juazeiro-Petrolina. Nas RM de Sorocaba e Grande Teresina, essa diferença pode chegar a 8 anos.

No campo da educação, a análise da situação nas diversas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH) – conceito próximo ao de bairros – mostra um panorama igualmente impactante: em Petrolina-Juazeiro, por exemplo, enquanto em algumas áreas cerca de 87% das pessoas com 18 anos ou mais possuem o ensino fundamental completo, em outras áreas esse percentual fica entre 15%, aproximadamente.

Se o indicador analisado é a renda per capita média mensal das pessoas, a desigualdade também aparece de forma marcante. Na RM de Grande Teresina, a renda per capita mensal vai de R$167 a pouco mais de R$3300. Na RM de Sorocaba, a renda mensal per capita varia entre R$420 e R$3500, aproximadamente. Nas áreas mais abastadas de Florianópolis, a renda mensal per capita supera os R$5300, ficando entre R$400 e R$500 reais nas áreas menos favorecidas.

IDHM

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é um indicador que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de uma unidade federativa, município, região metropolitana ou unidade de desenvolvimento humano. Distribui-se em 5 faixas de classificação: muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto desenvolvimento humano. O índice considera três dimensões para o seu cálculo: renda, saúde e educação.

Mais informações

Assessoria de Comunicação do PNUD: (61) 3038-9117/19; comunica.br@undp.org.

 

Ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) 2010[1]

Posição

Região Metropolitana

IDHM (2010)

Faixa de Desenvolvimento Humano

Florianópolis

0,815

Muito Alto

2 º

São Paulo

0,794

Alto

3 º

Distrito Federal e Entorno

0,792

Alto

3 º

Campinas

0,792

Alto

5 º

Curitiba

0,783

Alto

6 º

Vale do Paraíba e Litoral Norte

0,781

Alto

7 º

Baixada Santista

0,777

Alto

8 º

Belo Horizonte

0,774

Alto

9 º

Grande Vitória

0,772

Alto

10 º

Rio de Janeiro

0,771

Alto

11 º

Goiânia

0,769

Alto

12 º

Vale do Rio Cuiabá

0,767

Alto

13º

Sorocaba

0,762

Alto

13 º

Porto Alegre

0,762

Alto

15 º

Grande São Luís

0,755

Alto

16 º

Salvador

0,743

Alto

17 º

Recife

0,734

Alto

18 º

Natal

0,733

Alto

19 º

Fortaleza

0,732

Alto

20 º

Belém

0,729

Alto

21º

Grande Teresina

0,721

Alto

22 º

Manaus

0,720

Alto

23 º

Maceió

0,702

Alto

24º

Petrolina-Juazeiro

0,660

Médio

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
www.atlasbrasil.org.br. PNUD, Ipea, FJP, 2017.

 

Tabelas complementares

 

Esperança de vida ao nascer (2010)

Região Metropolitana

UDHs

Menor valor (anos)

Maior valor (anos)

Florianópolis

72,68

78,40

Grande Teresina

65,88

73,77

Petrolina-Juazeiro

67,68

74,11

Sorocaba

68,01

76,75

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. www.atlasbrasil.org.br. PNUD, Ipea, FJP, 2017.

 

Percentual de pessoas de 18 anos ou mais com ensino fundamental completo (2010)

Região Metropolitana

UDHs

Menor valor (%)

Maior valor (%)

Florianópolis

39,02

96,03

Grande Teresina

18,47

87,22

Petrolina-Juazeiro

15,10

87,24

Sorocaba

28,21

89,57

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. www.atlasbrasil.org.br. PNUD, Ipea, FJP, 2017.

 

Renda per capita média mensal (2010)

Região Metropolitana

UDHs

Menor valor (R$)

Maior valor (R$)

Florianópolis

448,91

5344,52

Grande Teresina

167,01

3322,57

Petrolina-Juazeiro

178,57

2749,55

Sorocaba

426,25

3575,90

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. www.atlasbrasil.org.br. PNUD, Ipea, FJP, 2017.

 

 

 


[1] Dentre elas, duas se tratam de regiões integradas de desenvolvimento econômico (RIDE), que integram municípios de 2 ou mais estados, no caso: RIDE de Grande Teresina e RIDE de Juazeiro-Petrolina.

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