Investimento social privado na filantropia é benéfico para Agenda 2030

13/dez/2017

O investimento social privado na filantropia apoia o alcance da Agenda 2030 e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Quando se faz esse investimento a partir de uma rede sistematizada, o impacto é maior . Isso é o que indica o novo relatório da Plataforma de Filantropia, lançado na última terça-feira (12), no Rio de Janeiro.

O engajamento da filantropia com os ODS é recente. A urgência de grande impacto social é um dos pontos de intersecção das duas agendas de trabalho. O relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” apresenta um mapeamento da implementação dos ODS no Brasil com apoio de atores da filantropia, empresas e sociedade civil.

O estudo é resultado da parceria de fundações nacionais e institutos, como Fundação Roberto Marinho, Rede Globo, Instituto C&A, Itaú, Fundação Itaú Social, Fundação Banco do Brasil e Instituto Sabin, e conta com o apoio de GIFE, IDIS, WINGS e Comunitas.

O PNUD e seus parceiros lançaram o relatório em evento no Museu de Amanhã. Com o apoio da Rockefeller Philanthropy Advisors, reuniu representantes de institutos, fundações, sociedade civil e PNUD. “Estamos criando aqui uma grande rede com a participação da ONU e tendo como norte os ODS”, afirmou a representante-assistente do PNUD, Maristela Baioni. “O que nos move é garantir um presente digno e de justiça social. Estamos aqui para ampliar a integração e a sinergia para esse objetivo”.

O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, reforçou a importância da rede: “Como instituições filantrópicas, precisamos perseverar em nossas causas e ações e nos unir na urgência”. O representante da Ford Foundantion no Brasil, Átila Roque, reforçou a importância do trabalho conjunto para buscar a eficiência. “Estarmos aqui junto com a ONU e outros atores é uma oportunidade para encontrar espaços onde possamos construir pontes”, disse.

O novo relatório da Plataforma de Filantropia anuncia que o Brasil apresenta um ambiente relativamente bem estruturado de redes, associações e organizações para a filantropia. Além disso, é um dos quatro países da região da América Latina e do Caribe a ter uma associação formal de fundações filantrópicas. Os ODS são conhecidos e utilizados pela maioria das organizações filantrópicas do país como suporte nas decisões.

Ainda de acordo o documento, a educação é a área que recebe mais investimento social privado no Brasil (84%), seguido por desenvolvimento profissional e cidadão para jovens (60%) e artes e cultura (51%). A área de Direitos Humanos tem ganhado força nos investimentos privados, crescendo 14% de 2014 a 2016. No Brasil, as doações filantrópicas focam grupos específicos com destaque para aqueles relacionados a juventudes. As doações direcionadas a questões de gêneros ainda é muito baixa, representando 4% dos investimentos. Em relação a questões raciais, o investimento foi ainda menor: 2%.

A distribuição dos investimentos no Brasil ainda é altamente concentrada geograficamente. O sudeste é a região que mais recebe recursos, seguido do nordeste. Os investimentos em filantropia no Brasil, em sua ampla maioria, tratam de projetos com impacto restrito ao país.

O volume dos investimentos filantrópicos em 2016 foi de R$ 2.9 bilhões, o que representa 0,23% do PIB nacional. Nos Estados Unidos, em comparação, a parcela do PIB doada é de 2%. Esse volume de investimentos brasileiro é resultado de uma queda de 19% de 2014 a 2016.  49% dos investimentos em filantropia soma montantes de até R$ 6 milhões. Apesar de significativo, considerando a riqueza das organizações, é abaixo do necessário e do esperado. A filantropia no Brasil está concentrada em organizações e empresas, com pouco volume de doações individuais.

Toda informação apresentada pelo relatório tem como referência o Censo GIFE 2016.

Além do cenário sobre a filantropia no Brasil, o relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” apresenta recomendações para o setor, como aprimorar a estrutura regulamentadora do Estado para estimular o potencial filantrópico do Brasil; aproximar a filantropia da sociedade civil, conquistando confiança e promovendo transparência; e ampliar os laços entre diferentes organizações e instituições para fortalecer o impacto das ações, tendo os ODS como guias.

Evento reúne atores de filantropia

O diretor do Centro Internacional do PNUD em Istambul para o Setor Privado, Marcos Neto, fez o lançamento oficial do relatório da Plataforma de Filantropia durante o evento “Engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global”. “Temos uma narrativa comum e temos responsabilidade. A gente pode e deve trabalhar juntos. O relatório e este encontro demonstram que os desafios são grandes, mas as oportunidades são ainda maiores”, ressaltou.

A grande reunião de atores estratégicos da filantropia foi uma oportunidade para debater os achados do relatório e também o compartilhamento de boas práticas. O debate se dividiu em três momentos: a troca de experiências sobre mecanismos inovadores de financiamento e como o investimento social privado pode apoiar os meios de implementação e criar efeitos catalisadores para alavancar o financiamento; como escalonar soluções e resultados; e a necessidade de métricas para monitorar e avaliar a eficácia e o impacto social do investimento social privado.

Ao longo da manhã, convidados-chave apresentaram casos de sucesso relacionados ao apoio de suas instituções e fundações para a implementação dos ODS. Entre eles, estavam Instituto Humanize, Vox Capital, GIFE, TV Globo, Instituto Alana, Comunitas, IDIS, Fundação Itaú Social, B3 e IMCSV.

“Essa reunião e as experiências apresentadas mostram que a possibilidade de alcançar soluções em escala é real”, pontuou Marcos Neto.

Plataforma de Filantropia

A Plataforma de Filantropia busca alavancar recursos entre os parceiros, construindo canais de diálogo intersetorial e dando aos beneficiários e aos doadores mais voz no plano nacional de implementação dos ODS. A plataforma é um projeto de parceria entre organizações filantrópicas, as Nações Unidas, governos, sociedade civil e empresas de impacto social para o alcance dos ODS.

No Brasil, a Plataforma da Filantropia se estabeleceu no fim de 2016, sob a coordenação de empresas e organizações parceiras e associações de filantropia, com o apoio do PNUD. Tornou-se o oitavo país piloto a lançar a Plataforma, junto a Quênia, Gana, Zâmbia, Indonésia, Colômbia, Estados Unidos e Índia.

Durante o evento no Museu do Amanhã, foi anunciado também o lançamento da aba do Brasil do site da Plataforma de Filantropia. “ O capítulo brasileiro da Plataforma de Filantropia já é um sucesso”, comemorou Marcos Neto.

Mais informações

Acesse o relatório “Filantropia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: engajando o investimento social privado na agenda do desenvolvimento global” em http://bit.ly/2BXad7F.

Saiba mais sobre a Plataforma de Filantropia em www.sdgphilanthropy.org.

Confira foto do evento de lançamento do relatório em http://bit.ly/2BgQt2l


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Fotos: Gabriela Borelli/ PNUD Brasil

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