Julia Matravolgyi

Um painel de 110 metros quadrados foi inaugurado na quinta-feira 22 na saída do metrô Galeria dos Estados, em Brasília, como parte das celebrações dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Feito de azulejos de cerâmica, o mural é composto por desenhos de estudantes de duas escolas públicas do Distrito Federal e traz a interpretação de cada um sobre os artigos da Declaração.

O projeto "Inscrever os Direitos Humanos" é uma parceria entre o Ministério dos Direitos Humanos e o Governo do Distrito Federal e tem apoio da Unesco e do PNUD. As imagens foram feitas por alunos das escolas CED 11, em Ceilândia, e Gisno, na Asa Norte, sob a coordenação da artista plástica Françoise Schein – além da instalação na estação de metrô, painéis menores foram inaugurados nos dois colégios para celebrar a participação dos alunos.

Para o representante da associação Inscrire, Philippe Nothomb, que orientou o projeto, as obras que compõem o mural não foram necessariamente selecionadas por serem as melhores esteticamente e, sim, por transmitirem ideias. "Nosso foco é trabalhar reflexões de cidadania por obras participativas. Fazemos isso promovendo reflexões e debates conduzidos por professores nas escolas", explica. Segundo ele, mais de mil alunos participaram diretamente do projeto, cada um fazendo sua interpretação de um artigo da DUDH.

"A ideia é transmitir e perpetuar os direitos humanos e gerar uma reflexão – muita gente passa aqui e todo mundo vai ver e vai ler", afirma o secretário-executivo do Ministério de Direitos Humanos, Marcelo Varella. "A interpretação das crianças chama mais atenção do que se fizéssemos algo institucional sobre o tema", defende.

Alunos e professores

Para a professora de filosofia e coordenadora do projeto na escola Gisno, Elimarcia Aguiar, além de possibilitar diferentes formas de expressão, a iniciativa trouxe aos alunos reflexões sobre cidadania. "O que mais me impactou foi ver a compreensão de cada um de que eles mesmos têm direitos. Se todos possuem direitos, e eles são eventualmente colocados de lado por uma situação de vulnerabilidade, é preciso pensar sobre eles", afirma. O professor de história Rafael Silva, do mesmo colégio, concorda: "Passamos por uma fase em que direitos são questionados, como se algumas pessoas os merecessem, e outras não. Os direitos humanos falam justamente em estabelecer condições mínimas de igualdade para todo mundo, mesmo diante das diferenças".

Os alunos participantes do projeto contam que fizeram diferentes descobertas ao associar a DUDH à realidade. "O artigo que fala sobre o direito ao casamento me chamou a atenção", lembra o aluno do nono ano do colégio CED 11, Anderson Maciel. "Na época do projeto, li notícias sobre a descriminalização do casamento LGBT na Índia. Notei que, muitas vezes, somos agraciados por direitos que outros ainda nem possuem".

Já para a estudante Ana Beatriz dos Santos, do 7º ano da escola Gisno, que teve seu desenho sobre o Artigo 25 da DUDH estampado no mural, o processo de desenhar em azulejos foi o mais impactante. "Ver meu desenho no metrô é incrível, pois não é algo que está aqui apenas hoje, e sim que várias gerações vão ver", conta.

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