Agência Brasileira de Cooperação (ABC)

O primeiro banco de leite humano de Moçambique representa o início de uma nova era para a segurança alimentar e nutricional dos recém-nascidos no país africano. A entrega do projeto marca, ao mesmo tempo, o fim de longo ciclo de trabalho, que teve apoio direto do Brasil. Inaugurado no último 26 de outubro, em Maputo, capital moçambicana, o Banco de Leite Humano resulta de parceria entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), coordenadora do projeto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e o PNUD.

Com quase dois meses de funcionamento, o banco já impacta positivamente a vida de mulheres e crianças da região. Para estimular o engajamento com o projeto, uma equipe do Hospital Central de Maputo (HCM) iniciou um ciclo de palestras sobre a importância do aleitamento materno em diferentes regiões do país e na capital. Uma das mulheres atendidas é a enfermeira Isabele João. Mãe de dois filhos, ela não conseguiu amamentar o primeiro por falta de tempo, e o leite acabou secando. Agora, com o desenvolvimento do Banco de Leite Humano e o nascimento do segundo filho, Isabele João tornou-se doadora. Além de aumentar o estoque nos bancos de doação, ela consegue manter a saúde do filho em bom estado. "Essa experiência é ótima e veio no momento certo. Estávamos mesmo a precisar. São muitas crianças, muitos bebês, que precisam desse leite materno. Aconselho as mães que venham abraçar essa causa", declara entusiasmada.

Outra moçambicana que já atendeu ao chamado para doação é Sheila Helena Miambo. Mãe de um bebê de 7 meses, ela decidiu doar seu leite depois de ver uma propaganda na televisão. "Quando fui à sala de parto, depois do nascimento da minha criança, vi uma senhora com um bebê prematuro que não conseguia amamentar porque o leite não saía. Depois do programa na televisão, me lembrei dessa senhora e achei importante doar leite, percebi que tem algumas mães que não conseguem amamentar seus filhos", lembra. 

Segundo a nutricionista do HCM, Madalena Carmona, o trabalho para informar as mães sobre os benefícios da doação tem sido bem recebido. "Elas estão informadas, veem isso na internet, já sabem da doação de leite. Quando chegamos lá, sensibilizamos. É uma causa nobre. Elas se sensibilizam a doar o leite para os bebês dos berçários", conta.  No caso das doações realizadas nas unidades sanitárias, os equipamentos necessários são levados pela equipe do HCM para melhor atender as mães doadoras.

O projeto do Banco de Leite Humano teve início em 2009 com uma visita de representantes do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) ao país africano. Na ocasião, o Ministério da Saúde de Moçambique pediu apoio brasileiro para o desenvolvimento de um banco de leite humano. Firmado no ano seguinte, o acordo previa a aquisição de equipamentos, transferência de tecnologia e capacitação de profissionais moçambicanos, além da implantação do banco. Em 2012, representantes da Fiocruz estiveram novamente em Moçambique para apresentar às autoridades locais o projeto de construção do prédio que viria a receber a unidade.

Em 2015, com a implementação do Projeto Brazil and Africa: Fighting Poverty and Empowering Women via South South Cooperation, com apoio do DFID, foi possível concretizar os planos de implantação do Banco de Leite em Moçambique. ABC, Fiocruz e PNUD, em conjunto com o Governo de Moçambique, finalizaram as especificações técnicas do edifício e de equipamentos e iniciaram o cronograma de capacitação dos envolvidos no projeto.

Coordenadora do Banco de Leite em Moçambique, a pediatra Sonia Bandeira foi uma das profissionais capacitadas. Junto com uma enfermeira do Hospital de Maputo, ela passou cerca de um mês em Brasília, onde visitou diversos bancos de leite humano, acompanhou a coleta nas casas de doadoras e conheceu o processamento e a distribuição do leite, entre outras atividades. Com a experiência adquirida por esses profissionais, o Banco de Leite Humano de Moçambique deve ser uma importante ferramenta no processo de redução dos índices de mortalidade infantil neonatal no país. "Identificamos, no banco de leite, uma possibilidade real de contribuição para uma nutrição neonatal adequada. Em países com uma expectativa de vida tão baixa como aqui, com condições de vida tão difíceis, vai fazer a diferença", ressaltou o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Baena.

A Rede Global de Bancos de Leite Humano do Brasil é referência mundial. Com a inauguração em Moçambique, os acordos de cooperação técnica já beneficiam 24 países, espalhados pelas Américas, África e Europa.

Do PNUD Brasil com informações da Agência Brasileira de Cooperação.

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