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Foto: PNUD América Latina e Caribe

Schneider Eletric, Banco do Brasil, O Boticário e PWC são as empresas brasileiras signatárias dos Princípios de Empoderamento das Mulheres – iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global para a igualdade de gênero no setor privado –  que apresentam práticas e resultados pela igualdade de gênero no setor privado durante o IV Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero, que tem lugar em Santiago, Chile, desde ontem (27/2). O encontro é promovido pelo governo chileno e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

Mais de 450 CEOs, especialistas em gênero, trabalho e desenvolvimento, de 25 países, estiveram reunidos com o compromisso de  tomar ações concretas para alcançar a igualdade entre mulheres e homens na força laboral. Líderes prometeram tomar medidas-chave – como eliminar a diferença salarial, aumentar o número de mulheres em posições de tomada de decisão e erradicar o assédio sexual no espaço de trabalho – para trazer benefícios para empresas e economias como um todo.

“Acreditamos no poder de parcerias público-privadas para reduzir desigualdades, incluindo a desigualdade de gênero e seus pontos-chave para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, afirmou a presidente do Chile, Michelle Bachelet, no início do evento.

A chefe do Estado chileno defendeu a corresponsabilidade entre homens e mulheres, acentuando que as “mulheres continuam a dedicar 2,6 vezes mais tempo ao trabalho doméstico e de cuidados não remunerados do que os homens”.

Bachelet compartilhou a iniciativa de paridade de gênero adotada em seu país, classificando-a como “uma aliança público-privada que busca, até 2020, aumentar a participação laboral das mulheres, visibilizar e reduzir as lacunas salariais de gênero e diminuir as barreiras para a ascensão das mulheres”. Ao lado da presidenta chilena, a diretora da Divisão de Programas da ONU Mulheres, Maria Noel Vaeza, defendeu cotas para acelerar as mudanças em favor da equidade entre homens e mulheres nas empresas. O Chile tem cota de 40% na liderança de mulheres em empresas estatais.

“Igualdade de gênero no local de trabalho é uma questão de direitos humanos das mulheres e um passo inteligente – para negócios e ganhos com desenvolvimento sustentável; mas não há tempo a perder”, disse o diretor do centro regional do PNUD para América Latina e do Caribe, Richard Barathe. “Se o mundo quer atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, as empresas têm uma responsabilidade crucial de colocar a igualdade de gênero como um pilar central para incentivar o crescimento – que é inclusivo, sustentável e não deixa ninguém para trás.”

Barathe enfatizou que a igualdade para mulheres no mercado de trabalho pode trazer até US$ 28 trilhões para a econômica global até 2025, de acordo com o relatório do McKinsey Global Institute. Mas os desafios são grandes: menos da metade das mulheres tem empregos assalariados fora de casa, em comparação a 77% dos homens. Além disso, as mulheres ganham, em média, 23% menos que os homens. Mulheres também contam com uma carga desproporcional de trabalho doméstico não remunerado, a qual as impede de encontrar oportunidades para ter uma renda própria, começar um negócio ou participar da vida pública, ao mesmo tempo em que priva as economias de seus talentos e contribuições.

Uma solução na agenda é o “Selo de Igualdade de Gênero”, que tem apoio do PNUD. É uma iniciativa para certificar empresas que eliminaram a diferença salarial, aumentaram o número de mulheres em posições de tomada de decisões e trabalharam para eliminar o assédio sexual no trabalho. O PNUD tem oferecido apoio a parceiros em 17 países da América Latina e do Caribe, África, Ásia e Eurásia para certificar companhias públicas e privadas por terem atingido seus objetivos de igualdade de gênero.

No Chile, a empresa estatal de mineração de cobre, Codelco, já certificada, incentivou grupos de gênero diversificados em uma indústria tradicionalmente masculina, resultando no aumento da produtividade. O Banco Nacional da Costa Rica aumentou a representação feminina em posições de tomada de decisão com um programa de liderança, possibilitando que 70 mulheres assumissem cargos de gerência, enquanto o Sociatbank do Canadá identificou potenciais funcionários para um “Banco de Talentos”, oferecendo programas de mentoria e melhorando o acesso de mulheres a posições de nível sênior.

Para obter uma lista completa dos detalhes, incluindo os palestrantes e as empresas participantes, visite: https://businessforgenderequality.org.

Empresas brasileiras

Quatro das 157 empresas com adesão aos Princípios de Empoderamento das Mulheres no Brasil – Schneider Eletric, Banco do Brasil, O Boticário e PWC –, participaram de sessões de debate sobre ações voltadas à promoção da igualdade de gênero no mundo do trabalho.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, ressaltou: “As empresas brasileiras estão atentas para as mudanças na economia e afirmam o seu compromisso em tirar as mulheres das margens para o centro da sua atuação. Trazem bons exemplos aqui para o fórum e ampliam a rede do setor privado comprometida com os direitos humanos das mulheres e o alcance da igualdade de gênero”.

Além das empresas, a delegação brasileira é formada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman; a gerente de Programas da ONU Mulheres, Ana Carolina Querino; a gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres, Adriana Carvalho; a oficial de Gênero e Raça do PNUD Brasil, Ismália Afonso; a fundadora da Home Care, Sueli Kaiser; e pela coordenadora de Programa de Equidade de Gênero e Raça da Gerência de Responsabilidade Social da Petrobras Distribuidora Janaína Nolasco Gama.

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