Em 2017, a taxa de participação na força de trabalho global para as mulheres, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi de 49,4%, enquanto que a dos homens foi de 76,1%. Com o propósito de debater as disparidades de gênero no mercado laboral, além de buscar soluções do setor privado que promovam o empoderamento das mulheres e ambientes de trabalho mais inclusivos, o Governo do Chile e o PNUD promovem, entre 27 e 28 de fevereiro, em Santiago, no Chile, o IV Fórum Global “Empresas pela Igualdade de Gênero: O Futuro do Trabalho na Agenda 2030”.

Segundo a OIT, a população economicamente ativa, 53% das mulheres, em comparação com 40,4% dos homens, completaram 10 ou mais anos de educação formal. No entanto, o desemprego feminino (9,1%) é 45% superior ao dos homens (6,3%). Ainda de acordo com a Organização do Trabalho, reduzir as desigualdades de gênero em 25% até 2025 poderia adicionar US$ 5,8 trilhões para a economia global e aumentar as receitas fiscais. A desigualdade de gênero no mercado de trabalho é um dos desafios mais urgentes para o alcance do desenvolvimento sustentável.

O encontro, que conta também com apoio da OIT e da ONU Mulheres, pretende reunir mais de 400 líderes empresariais e representantes de governo, da academia, de sindicatos e da sociedade civil de mais de 25 países para intercâmbio de conhecimento a favor da mudança e da inovação para alcançar a igualdade de gênero no local de trabalho. Práticas inovadoras para reduzir as disparidades de gênero estarão em debate, com ênfase no papel do setor privado para o avanço da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres para a implementação da Agenda 2030 e o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Neste ano, o Fórum contará com a participação de quatro painelistas brasileiros: André Mussili, representante do Banco do Brasil no Chile; Ana Beatriz Costa, vice-presidente jurídica da Avon para a América Latina; Renata Franco, gerente de Gestão de Talento e Diversidade e Inclusão da PwC, além de Malu Nunes, diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário. As empresas, com representatividade em diferentes setores da economia brasileira, têm se comprometido com a promoção da participação das mulheres em postos de comando, com foco na remuneração igual à dos homens, e com a criação de ambientes de trabalho livres de sexismo. “Em comum entre elas, está o fato de já terem atentado para os impactos positivos da igualdade de gênero em seus negócios e resultados. Em diversas áreas do conhecimento, são as mulheres que registram maiores níveis de escolaridade e formação. As organizações que já perceberam essa mudança de realidade estão em vantagem não apenas em seus compromissos éticos. Empresas que buscam trabalhadores de alta performance não podem prescindir da qualificação das mulheres no mercado de trabalho”, afirma a analista de programa em Gênero e Raça do PNUD, Ismália Afonso.

O IV Fórum Global sobre o tema é desenvolvido no âmbito da iniciativa Selo de Igualdade de Gênero na Empresa (Sellos de Igualdad de Género en Empresas), em que o PNUD, em parceria com os governos da América Latina e outras regiões do mundo, incluindo África, Ásia-Pacífico e Europa Oriental, tem trabalhado há mais de uma década na promoção da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres no local de trabalho, com a criação de programas de certificação para sistemas de gerenciamento de gênero.

Esse programa reconhece empresas que alcançam altos padrões para promover a igualdade de gênero e acabar com as lacunas no local de trabalho. O Selo da Igualdade de Gênero ajuda empresas e organizações grandes e pequenas na criação de ambientes de trabalho onde as contribuições de homens e mulheres são igualmente valorizadas. Mais de 600 empresas e mais de 1.700 locais na América Latina já foram certificadas.

O IV fórum dá continuidade às discussões e compromissos adotados durante o III Fórum Global de Empresas pela Igualdade de Gênero, co-organizado pelo PNUD e o Governo do Panamá em novembro de 2016 e que reuniu mais de 450 participantes de governos, empresas privadas, academias, sindicatos e sociedade civil de 24 países.

Mais informações em https://businessforgenderequality.org/es/.

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