Veridiana de Aguiar Coelho Pinto
O Laboratório reúne dados do Centro de Monitoramento da Conservação Mundial da ONU Meio Ambiente, da Base de Dados sobre Recursos Globais (GRID-Geneva), da NASA, de agências da ONU e de institutos de pesquisa: Foto: Veridiana de Aguiar Coelho.

O PNUD, a ONU Meio Ambiente e o Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica lançaram, nesta semana, o Laboratório de Biodiversidade da ONU – plataforma interativa de mapeamento desenvolvida para enfrentar desafios relacionados à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável. Com recursos da Global Environment Facility (GEF) e apoio da plataforma de mapeamento e monitoramento MapX, da própria ONU, o Laboratório de Biodiversidade das Nações Unidas reúne dados espaciais do Centro de Monitoramento da Conservação Mundial da ONU Meio Ambiente, da  Base de Dados sobre Recursos Globais (GRID-Geneva), da NASA, de agências da ONU e de renomados institutos de pesquisa.

Atualmente, muitos países não têm acesso a dados geoespaciais devido a limitações de disponibilidade de dados e capacidade técnica. O Laboratório de Biodiversidade da ONU disponibiliza dados espaciais por meio de uma ferramenta gratuita de armazenamento em nuvem para apoiar as Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB) no relato de suas conquistas e na divulgação de informações sobre o processo de tomada de decisão em relação à conservação ambiental. Formuladores e planejadores de políticas nacionais poderão fazer upload de informações na plataforma e utilizar dados nacionais em suas análises.

O Administrator do PNUD, Achim Steiner, declarou que “até 2030, a demanda por comida poderá crescer em 35%; por água, em 40%; e por energia em 50%. Soluções inovadoras que atendam essas demandas crescentes e, ao mesmo tempo, conservem ecossistemas naturais sumamente importantes são uma necessidade, e o Laboratório de Biodiversidade da ONU faz exatamente isso. Ao proporcionar acesso a dados espaciais – incluindo áreas protegidas, espécies ameaçadas, impacto humano em sistemas naturais, bacias hidrográficas para cidades estratégicas e muito mais –, a plataforma empodera formuladores de políticas com as informações necessárias para enfrentar os desafios prementes da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento”.

A importância de aprimorar o acesso a “big data” para o desenvolvimento sustentável mereceu destaque na Declaração sobre Dados Espaciais da iniciativa Natureza pelo Desenvolvimento, documento aberto para endosso público no evento de seu lançamento. Até agora, 20 instituições endossaram a Declaração. Espera-se que número expressivo de países, agências da ONU, ONGs, instituições acadêmicas e organizações de povos indígenas também endossem o documento.

Em celebração ao lançamento tanto da Declaração de Dados quanto do Laboratório de Biodiversidade da ONU, o PNUD e a ONU Meio Ambiente lançaram um desafio global para as 196 Partes da CDB: dobrar o número de mapas utilizados em seus relatórios de progresso nacional para a CDB.

Secretária Executiva da CDB, Cristiana Pasca Palmer afirmou que “as Partes da Convenção da ONU sobre Biodiversidade reconhecem a necessidade de ferramentas inovadoras para monitorar tendências, entender melhor as causas da perda global de biodiversidade e fornecer dados que possam ajudar a avaliar as implicações socioeconômicas das diferentes vias a seguir. O Laboratório de Biodiversidade da ONU pode facilitar que as Partes utilizem dados espaciais para cumprir seus compromissos com a CDB e transformar fundamentalmente a tomada de decisões e prestação de contas sobre biodiversidade e manejo sustentável.”

Com o tempo, o Laboratório de Biodiversidade da ONU poderá oferecer acesso a dados sobre desenvolvimento sustentável e incorporar monitoramento automatizado, utilizando inteligência artificial para apoiar o planejamento voltado para a saúde humana e planetária.

“O Laboratório de Biodiversidade da ONU é parte vital de nossos esforços contínuos para construir um ecossistema digital de dados planetários que tenha precisão e seja de fácil uso para países, empresas e cidadãos”, declarou o Diretor Executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim. “Para avançar na agenda do desenvolvimento sustentável, será essencial prover acesso simples e em tempo real aos melhores dados e análises disponíveis para as pessoas e o planeta.”

 

 

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