Foto: Cristian Felix da Silva / Concurso de Fotos ODS/PNUD.

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) divulgou ontem relatório em que alerta para a necessidade de manter o aumento da temperatura em até 1.5º Celsius até 2030. O Painel, órgão vinculado à Organização Meteorológica Mundial e que estuda os fenômenos relacionados à mudança do clima, também recomendou ações urgentes por parte de todos os países para que a meta seja cumprida.

Segundo o relatório, caso o aumento da temperatura até 2030 supere 1.5º Celsius, todas as regiões do planeta serão afetadas. A consequência do não-cumprimento da meta, segundo o Painel, será  o agravamento de eventos relacionados à mudança global do clima, como secas, inundações, aumento do nível da água do mar e fortalecimento das desigualdades, especialmente entre as população mais vulneráveis.

Após a divulgação do relatório, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, declarou que as consequências globais do não-cumprimento da meta afetarão negativamente as pessoas de todo o planeta.

“Esse relatório, feito pelos principais cientistas de mudança do clima do planeta, é um forte chamado para todo o mundo. Ele confirma que a mudança do clima acontece mais rápido do que nos planejamos, e estamos ficando sem tempo. Vemos as consequências ao nosso redor, com condições meteorológicas extremas, aumento do nível da água do mar, declínio do nível do gelo das camadas polares. Os cientistas descreveram o melhor retrato que já tivemos entre o aumento da temperatura de 1.5º Celsius e 2º Celsius”, afirmou António Guterres.

Guterres também lembrou que é possível limitar o aumento da temperatura, mas isso exigirá medidas urgentes e ambiciosas para reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa até 2030 e zerar as emissões até 2050. “Isso ocasionará mudanças sem precedentes em todas os aspectos da sociedade, especialmente em setores como energia, construção, transportes e cidades”, lembrou o Secretário-Geral.

Entre 10 e 30 anos, de acordo com o relatório, a temperatura global do planeta pode aumentar mais de 3º Celsius se medidas urgentes não forem tomadas. Isso poderá levar, segundo o IPCC, para a agravamento da pobreza, e as pessoas mais vulneráveis serão as primeiras atingidas por secas, inundações e condições extremas do clima.  

O Administrador do PNUD, Achim Steiner, também pediu, após a divulgação do relatório, que medidas urgentes para combater a mudança global do clima sejam tomadas por todos os países. Segundo Steiner, o PNUD continuará a trabalhar com seus parceiros para apoiar os países no alcance do desenvolvimento sustentável.

“O último relatório do IPCC fornece um forte lembrete do que será necessário para garantir que o aumento da temperatura global do planeta fique abaixo de 1.5º Celsius para evitar que tenhamos os mais perigosos cenários dos efeitos da mudança do clima. Mas a conclusão é de que podemos alcançar a meta, mas nosso tempo está correndo. O PNUD continuará a apoiar os países para o alcance do desenvolvimento sustentável”, disse Steiner.

COP 24

Em dezembro deste ano, representantes dos países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCC, na sigla em inglês) se reunirão em Katowice, na Polônia, para a 24º Conferência das Partes da ONU. Durante o encontro, serão discutidas as principais medidas para a implementação do Acordo de Paris, que prevê a redução do aumento da temperatura global do planeta.

Segundo o Secretário-Geral da ONU, a COP 24 será o o momento em que “a comunidade internacional deverá propor medidas ousadas para a total implementação do Acordo de Paris, e é um momento em que não podemos falhar”, disse Guterres.

 

 

Icon of SDG 13

PNUD PNUD no mundo

Você está em PNUD Brasil 
Ir a PNUD Global

A

A ex-República jugoslava da Macedônia Afeganistão

Á

África do Sul

A

Albânia Angola Arábia Saudita Argélia Argentina Armênia Azerbaijão

B

Bahrein Bangladesh Barbados Belize Benim Bielorrússia Bolívia Bósnia e Herzegovina Botsuana Brasil Burkina Faso Burundi Butão

C

Cabo Verde Camarões Camboja Casaquistão Chade Chile China Chipre Colômbia Comores Costa do Marfim Costa Rica Croácia Cuba

D

Djibouti

E

Egito El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eritréia Escritório do Pacífico Etiópia

F

Federação Russa Filipinas

G

Gabão Gâmbia Gana Geórgia Guatemala Guiana Guiné Guiné-Bissau Guiné Equatorial

H

Haiti Honduras

I

Iêmen Ilhas Maurício e Seychelles

Í

Índia

I

Indonésia Irã

J

Jamaica Jordânia

K

Kosovo Kuwait

L

Lesoto Líbano Libéria Líbia

M

Madagascar Malásia Malauí Maldivas Mali Marrocos Mauritânia México Moçambique Moldova Mongólia Montenegro Myanmar

N

Namíbia Nepal Nicarágua Níger Nigéria

P

Panamá Papua Nova Guiné Paquistão Paraguai PDR do Laos Peru Programa de Assistência ao Povo Palestino

Q

Quênia Quirguistão

R

República Centro-Africana República Democrática do Congo República do Congo República do Iraque República Dominicana República Popular Democrática da Coreia Ruanda

S

Samoa (Escritório Multi-País) São Tomé e Príncipe Senegal Serra Leoa Sérvia Síria Somália Sri Lanka Suazilândia Sudão Sudão do Sul Suriname

T

Tailândia Tajiquistão Tanzânia Timor-Leste Togo Trinidad e Tobago Tucormenistão Tunísia Turquia

U

Ucrânia Uganda Uruguai Uzbequistão

V

Venezuela Vietnã

Z

Zâmbia Zimbábue