UNAIDS

O estigma representa uma das principais barreiras ao acesso de pessoas que vivem com HIV a tratamentos e sistemas de saúde. É por isso que o "Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV" se apresenta como uma ferramenta de empoderamento, utilizada por indivíduos e comunidades afetadas pela epidemia de AIDS para compreender experiências de discriminação em suas localidades.

No Brasil, ainda não existem dados proporcionados por essa ferramenta, realidade que deve mudar em breve. 

Uma parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o PNUD iniciou uma série de treinamentos sobre o Índice dentro do Plano Conjunto sobre HIV e AIDS das Nações Unidas 2018-2019. Realizada pela ONG Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero, a capacitação ocorre em sete capitais brasileiras, onde cerca de 60 voluntários são treinados para a aplicação dos questionários entre pares, com a proposta de levantar informações relevantes sobre estigma e discriminação em relação a essa população, hoje estimada em quase 900 mil pessoas no Brasil.

Os primeiros treinamentos foram realizados em novembro e dezembro deste ano, em Recife e Salvador. Entre janeiro e março de 2019, os treinamentos seguem em Manaus, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A aplicação dos questionários está prevista para abril de 2019, com o objetivo de alcançar mais de 2 mil pessoas. Serão entrevistados indivíduos maiores de 18 anos vivendo com HIV na região metropolitana das sete cidades onde são realizados os treinamentos. Todas as informações são sigilosas, e a análise dos dados será feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com previsão de publicação para o segundo semestre de 2019.

De acordo com o gerente de projeto na área de saúde do PNUD Brasil, Joaquim Fernandes, toda a base de informações serve para oferecer subsídios à formação de políticas públicas voltadas para a resposta ao HIV e à AIDS, uma vez que mostra onde e como atuar nos serviços de saúde para que essa população tenha acesso ao sistema de forma não discriminatória. "O Índice pode mensurar isso e, ao mesmo tempo, direcionar onde a atuação deve ocorrer de forma mais incisiva para que se comece a mudar as estimativas de baixo acesso dessa população aos serviços de saúde".

Para a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, o Índice mostra, a partir de um processo metodológico sério, que o preconceito e a discriminação existem na vida real. "Nós precisamos de dados que afirmem a necessidade de políticas públicas para as populações-chave. Mas, para além do resultado, eu acredito que o processo todo já empodera as pessoas vivendo com HIV", destaca.

Essa metodologia já foi aplicada em mais de 100 países e contou com a participação de mais de 100 mil pessoas desde a sua criação, em 2008. "Estamos muito animados com a implementação do levantamento, pois precisamos desses dados para enfrentar a falta de espaço que ainda existe em nossa sociedade para falar sobre o tema", afirma a diretora da Gestos, Alessandra Nilo.

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