Foto: Copel

Quando, em 2004, a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) decidiu estimular seus funcionários a realizar ações sociais por meio da utilização de até 4 horas mensais de sua jornada de trabalho para trabalhos voluntários, não imaginava a espiral virtuosa que geraria. Vencedor do Prêmio Viva Voluntário 2018 na categoria Voluntariado no Setor Público, o Programa EletriCidadania de Voluntariado Corporativo conseguiu, em 14 anos, mudar a cultura de atividades sociais da empresa. Ações que antes eram de doação passaram a ser também de ação.

"No começo, abríamos as oportunidades de voluntariado e demorávamos para preenchê-las. Agora, em duas horas, as vagas se esgotam", conta a responsável pelo programa, Adriana Campos. O que antes era feito de maneira espontânea por alguns voluntários ganhou a forma de ações corporativas estruturadas. Atualmente, o núcleo de voluntários participa da criação de hortas, da reforma de espaços, bem como do conserto de computadores, organização de bazares e ações contínuas, como aulas de informática e de artesanato.

Além de ajudar algumas organizações da sociedade civil, as ações de voluntariado também transformam os próprios voluntários. Em uma pesquisa realizada pela companhia em 2017, 62% dos entrevistados afirmaram que o voluntariado ajudou no desenvolvimento do trabalho em equipe, e 54% concordaram que aprenderam a lidar com a diversidade e ampliaram seu conhecimento de outras culturas.

As ações

Por se tratar de uma empresa de economia mista (pública e privada), a COPEL precisa respeitar os princípios da publicidade e isonomia da administração pública. Foi por isso que surgiu a ideia de fazer um chamamento público para cadastramento de Organizações da Sociedade Civil. Hoje, a COPEL conta com 48 organizações cadastradas em diversas regiões do Paraná, visitadas por funcionários da companhia para o levantamento de demandas e necessidades. A partir disso, oportunidades de transformação são abertas no sistema.

Impacto nos voluntários

Campos conta que, em grande parte, as ações voluntárias realizadas pela COPEL são pontuais, mas alguns funcionários acabam se tornando voluntários permanentes da organização.

Como exemplo, ela cita uma voluntária que, no dia da ação, percebeu que havia uma sala de leitura que ninguém utilizava. Ela retornou ao local e criou um projeto de incentivo à leitura, catalogando os livros e organizando oficinas de narração de histórias. Como resultado, aumentou o interesse e o gosto das crianças pela leitura em uma iniciativa que já existe há mais de um ano.

Esse não é um caso isolado. “Quando fomos fazer uma ação em um Centro de Educação Infantil, tínhamos vagas para o bazar e para a contação de história. Uma voluntária deixou bem claro que não queria lidar com crianças de jeito nenhum, então foi voluntariar no bazar. Entretanto, depois de um período, ela ficou tão sensibilizada que acabou organizando a festa para o Dia das Crianças”, comenta Campos.

O número de voluntários cresce de forma constante. Em 2015, ano do primeiro chamamento público, eram 190 voluntários. Em 2017, esse número saltou para 338, com as mulheres sendo a maioria das participantes: 67%, em uma companhia majoritariamente masculina.

Visão do futuro

A COPEL estuda incentivar o voluntariado para ajudar funcionários em transição para a aposentadoria e como ferramenta de desenvolvimento de habilidades e competências. Além disso, para 2019, a empresa planeja diversificar o voluntariado corporativo para além das ações sociais. A proposta é que os funcionários sejam consultores voluntários para assessorar as organizações na gestão de recursos humanos, financeiros e na gestão de projetos. O objetivo é fortalecer as Organizações Sociais para que elas desenvolvam sua capacidade de gestão para a sustentabilidade das suas ações.

O Programa Nacional de Voluntariado, Viva Voluntário, é uma iniciativa do Governo Federal implementada pelo PNUD.

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