Nilvane Machado

Estamos no caminho certo para construir, até 2030, uma sociedade alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? Ou algumas mudanças de percurso são necessárias nessa construção?

A proposta de analisar possíveis cenários a fim de guiar a elaboração de políticas públicas que possibilitem o alcance dos ODS em longo prazo está em debate até 22 de fevereiro em uma série de encontros de especialistas no âmbito do "II Workshop: Cenários e Análises Subnacionais para o Alcance dos ODS". Promovido pelo PNUD em parceria com o Pardee Center for International Futures, centro de pesquisa da Universidade de Denver, nos Estados Unidos, o workshop teve a primeira sessão nesta terça-feira 12, em Brasília, e contou com a presença de parceiros do governo federal e de institutos estaduais de pesquisa.

Na abertura das atividades, o representante-residente interino do PNUD no Brasil, José Eguren, ressaltou a preocupação do PNUD em produzir informações que tornem possível abordar planejamentos realistas e eficazes. "Espera-se que o resultado dessa iniciativa possa apoiar os estados brasileiros na elaboração de seus documentos de planejamento, os Planos Plurianuais, de maneira a integrar a Agenda 2030 e os ODS e orientar os estados rumo ao desenvolvimento humano e sustentável", disse.

Presente no encontro, o diretor do Pardee Center, Jonathan Moyer, apresentou o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores norte-americanos. Moyer expôs as principais funções do programa de simulação International Futures (IFs), usado para analisar tendências em curto, médio e longo prazos, levando em consideração áreas como educação, demografia e saúde. Moyer insistiu no caráter aberto da ferramenta: "Ela é gratuita, pública e acessível para qualquer pessoa que queira fazer o download, explorá-la e usá-la. Queremos fazer o planejamento do desenvolvimento mais acessível à população, fazer desse um processo mais democrático".

Para ampliar o acesso à IFs, o pesquisador sênior da Universidade de Denver David Bohl participará das próximas sessões da oficina a fim de aprofundar a experiência de parceiros com a ferramenta. Idealizada pelo Pardee Center, a IFs está sendo usada no país para construir modelos subnacionais, com coleta e sistematização dos dados feitas pela equipe da Unidade de Desenvolvimento Humano (UDH) do PNUD Brasil. A coordenadora da UDH, Samantha Salve, fez avaliação positiva do encontro: "A reunião de hoje foi muito proveitosa no sentido de que alguns atores já levantaram possibilidades de incluir a ferramenta nos seus trabalhos, nos planos regionais de desenvolvimento, em estudos".

Representante do Ministério da Economia no encontro, Rafael Giacomin falou sobre a elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, documento fundado em cinco eixos interconectados, escolhidos com base na discussão dos ODS: econômico, social, ambiental, institucional e de infraestrutura. De acordo com Giacomin, a partir de indicadores, considerando as megatendências e seus impactos nas políticas públicas, são identificados os desafios de cada eixo, com definições e orientações estratégicas. "A diretriz principal é elevar a renda e a qualidade de vida da população brasileira, com redução das desigualdades sociais e regionais", afirma.

Histórico do Projeto

A parceria entre o PNUD e o Pardee Center teve início em 2016, ano seguinte à aprovação da Agenda 2030 e dos ODS. A representante-residente assistente e coordenadora da área programática do PNUD Brasil, Maristela Baioni, relata que o PNUD iniciou um esforço para unir parceiros e trazer ao país a possibilidade de identificar cenários com a finalidade de pensar políticas públicas. Para Baioni, a expectativa é seguir usando os ODS como norte do trabalho, na produção de relatórios estaduais e no olhar do Brasil para a perspectiva de longo prazo, oferecendo melhor conhecimento da ferramenta.

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