Desenvolvimento sustentável nas cidades é essencial para maior alcance da Agenda 2030

21/out/2016

Até 2030, 60% da população global viverá em centro urbanos. Foto: PNUD.

Quito, Equador – O movimento crescente de populações rumo a centros urbanos representa uma mudança fundamental no desenvolvimento global, o que exige resposta à altura.

“Pela primeira vez na história, mais da metade da população do mundo vive em áreas urbanas. Até 2030, 60% da população global viverá em cidades. 90% desse crescimento urbano será no mundo em desenvolvimento, sobretudo na África e na Ásia”, de acordo com a Estratégia de Urbanização Sustentável do PNUD, lançada no último dia 17, em Quito, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). A Nova Agenda Urbana de Desenvolvimento define uma abordagem global para a urbanização nos próximos 20 anos.

Enquanto as cidades ocupam uma pequena parte do mundo, suas economias e pegadas ecológicas são muito maiores. As cidades são responsáveis por 80% do Produto Interno Bruto global, produzem mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e usam 80% da energia do mundo.

“Precisamos que as cidades sejam mais resilientes, e seus habitantes, menos vulneráveis”, diz a administradora do PNUD, Helen Clark. “O PNUD reconhece que, para ajudar países a implementarem a Agenda 2030, precisamos apoiar governos, empresas e comunidades, para respondermos a esses aspectos de urbanização, usando uma abordagem integrada, com sustentabilidade, inclusão e resiliência”, afirmou.

A Agenda 2030 e os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável oferecem uma poderosa ilustração dos desafios e oportunidades que as cidades apresentam. A Habitat III, maior conferência global de desenvolvimento em 2016, teve o objetivo de assegurar um compromisso político renovado ao desenvolvimento sustentável urbano, avaliar as conquistas até o momento, enfrentar a pobreza urbana e identificar e contemplar novos e emergentes desafios.

A Embaixadora da Boa Vontade do PNUD e produtora e atriz premiada Michelle Yeoh, também presente na ocasião, declarou: “Estou orgulhosa de estar aqui com todos vocês e com a administradora do PNUD, Helen Clark, para lançar a Estratégia de Urbanização Sustentável do PNUD. Para cumprirmos o compromisso com a Agenda 2030 de não deixar ninguém para trás, teremos de encontrar maneiras de garantir que aqueles que vivem na pobreza tenham voz nos processos decisórios para aumentar as oportunidades econômicas em áreas urbanas”, afirmou.

Alguns planos de ação fundamentais na nova estratégia de urbanização do PNUD incluem uma aliança estreita com parceiros locais e internacionais para projetar, desenvolver e promover iniciativas que abordam questões como a pobreza urbana, desemprego, mudança do clima, redução de risco de desastres, assim como a redução das disparidades de gênero. A estratégia também recomenda a Cooperação Sul-Sul e ajudar os países a monitorar e relatar o progresso deles em desenvolvimento urbano, questões e tendências, alinhadas com a Agenda 2030 e os compromissos da Habitat III. O PNUD apoiará países e cidades, construindo, com base em seu passado e no trabalho atual sobre urbanização em parceria com a ONU Habitat, cidades e países.

A estratégia do PNUD apresenta sua proposta de apoiar as cidades a se tornarem mais sustentáveis, inclusivas e resilientes, enfrentando os complexos e crescentes desafios urbanos e as escolhas de desenvolvimento interrelacionadas que as cidades enfrentam, baseada na Nova Agenda Urbana de Desenvolvimento, que deverá ser adotada em 27 de outubro em Quito, em seguimento à Reunião Informal Intergovernamental da Habitat III, na sede das Nações Unidas em Nova York (7-10 de setembro), e a Conferência da Indonésia, em julho de 2016.

Promover cidades sustentáveis é considerado parte central da Agenda 2030 com um ODS Urbano – Objetivo 11: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. O desenvolvimento sustentável nas cidades é essencial para o maior alcance da Agenda 2030, e ações em cidades serão fundamentais para o alcance de ao menos 11 dos 17 ODS, como indicado na estratégia de urbanização do PNUD.

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