Foto: UNDP India/Deepak Malik

Declaração pelo Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 2020. “Eu sou a Geração Igualdade: Cumprindo os Direitos das Mulheres”, alinhado à campanha Geração Igualdade, da ONU Mulheres.

Vinte e cinco anos depois de a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim traçar um caminho claro para o alcance da igualdade de gênero, o mundo testemunha progresso notável.

Há mais meninas na escola do que nunca, e mais países alcançaram a paridade de gênero na matrícula escolar. A mortalidade materna se reduziu em 38% entre 2000 e 2017. Mais de três quartos dos países do mundo contam hoje com legislação para combater a violência doméstica.

Entretanto, o Relatório do Secretário Geral das Nações Unidas sobre a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim indica que a violência contra mulheres e meninas continua sendo um problema generalizado.

E o estudo do PNUD Tackling Social Norms: A game changer for gender inequalities (algo como “Enfrentando Normas Sociais: Uma Virada no Jogo das Desigualdades de Gênero) aponta que o avanço na igualdade de gênero vem, na realidade, se desacelerando. Hoje, apenas 14% das mulheres e 10% dos homens de todo o mundo não têm preconceito em relação às normas sociais de gênero.

O “teto de vidro” (limite de crescimento para a mulher no mercado de trabalho) é, talvez, mais evidente nas esferas em que elas desafiam o “hard power”. Na política, homens e mulheres têm taxas similares de comparecimento às urnas, porém menos de um quarto das cadeiras parlamentares de todo o mundo são ocupadas por mulheres.

Isso não é apenas uma lacuna de gênero. É uma lacuna de poder.

Na verdade, novos tipos de desigualdade vêm surgindo rapidamente. A mudança global do clima tem impacto desproporcional sobre mulheres e meninas, enquanto a lacuna digital de gênero está cada vez mais evidente.

Protestos mundiais, desde o #MeToo até o #UnVioladorEnTuCamino, deixam claro que é hora de uma mudança radical e de soluções novas.

Ao adentrarmos a Década de Ação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, devemos eliminar antigos preconceitos e vieses a fim de alcançar a igualdade de gênero. O PNUD está trabalhando em todo o mundo, diariamente, para garantir que isso aconteça.

Apenas no ano pasado, o PNUD firmou 74 novas parcerias para lidar com normas discriminatórias, sociais e de gênero.

O South Eastern and Eastern Europe Clearing house for the Control of Small Arms and Light Weapons SEESAC (algo como Centro de Referência da Europa Sudoriental e Oriental para o Controle de Armas Leves e Armas Brancas, em português) vem mudando sua percepção sobre papeis de gênero e promovendo a igualdade de gênero na esfera de reforma do setor de segurança dos Balcãs Ocidentais.

A iniciativa Transforming the Future of Work for Gender Equality (algo como Transformando o Futuro do Trabalho para a Igualdade de Gênero), do PNUD, tem projetos-piloto em seis países da Ásia e do Pacífico para identificar inovações na abordagem aos serviços de cuidado não remunerados e ao trabalho doméstico; explorar as habilidades no contexto do futuro do trabalho; e alavancar novas formas de fomentar a igualdade de gênero no local de trabalho.

E a Iniciativa Spotlight – longa parceria global entre as Nações Unidas e a União Europeia – vem trabalhando para eliminar todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

Alinhado com a agenda visionária da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, o PNUD continuará atuando em proximidade com a familia das Nações Unidas, em particular a ONU Mulheres, para apoiar o desenvolvimento de uma nova geração de leis, políticas e programas inovadores orientados a mudar as crenças e práticas discriminatórias, na busca da conquista da igualdade de gênero.

Achim Steiner, Administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

 

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