A prevalência global de HIV entre pessoas encarceradas é maior do que a da população em geral. Detentos têm em média cinco vezes mais chances de viver com HIV em comparação com pessoas adultas que vivem em liberdade. As informações são do relatório "Global AIDS Monitoring", publicado anualmente pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), com indicadores sobre a resposta ao vírus em diferentes países.

Alguns dos fatores de risco que podem contribuir com esse quadro são: compartilhamento de agulhas e seringas usadas, sexo desprotegido, violência sexual e a falta de acesso aos serviços de prevenção e redução de danos. Além disso, populações-chave – ou seja, de segmentos mais vulneráveis ao HIV e à aids – tendem a estar super-representadas nas populações encarceradas. Esse é o caso de pessoas que injetam drogas, profissionais do sexo e, em alguns países, pessoas trans, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens.

Apesar da relativa facilidade de alcançar pessoas dentro das prisões, apenas 32 países, nos últimos três anos analisados pelo UNAIDS, relataram dados sobre fornecimento de preservativos, 24 sobre terapia de substituição de opióides e três sobre uso de equipamento de injeção estéril nas prisões. Entretanto, 74 países relataram programas de terapia antirretroviral, e 83 países a realização de testes de HIV nas prisões.

Em 2016, os Estados-membros da Organização das Nações Unidas adotaram a Declaração Política sobre o Fim da AIDS. O acordo propõe o fim da epidemia de aids até 2030 a partir de um mandato global para a aceleração de resposta à doença nos cinco anos seguintes. As metas e compromissos adotados são: reduzir novas infecções de HIV para menos de 500 mil a nível mundial até 2020; reduzir as mortes relacionadas com a aids para menos de 500 mil a nível mundial até 2020; e eliminar o estigma e a discriminação relacionados com o HIV até 2020.

Desde 2012, o UNAIDS recolhe dados para produção de relatórios de progresso por países com informações abrangentes sobre status e resposta à epidemia de HIV/AIDS.

O PNUD é um dos onze organismos da ONU copatrocinadores do UNAIDS.

Para acessar o relatório de 2019, clique aqui.

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