Foto: Luiz Gonçalves Martins.

 

Para avançar em direção a sociedades produtivas, inclusivas e resilientes, que possam retomar suas trajetórias pré-pandemia e até superá-las, além de estar preparadas para enfrentar futuros choques, é necessário tomar um caminho de três vias. Esse caminho consiste em políticas eficazes de produtividade, inclusão e resiliência. Essas três vias, interligadas e interdependentes, são trilhas pelas quais a região pode se recuperar dos efeitos da crise de COVID-19 e seguir rumo ao que deve ser seu objetivo principal: a Agenda 2030. O que determinará a capacidade dos países de avançar nessas três vias será uma governança eficaz.

O XII Fórum Ministerial para o Desenvolvimento Social na América Latina e no Caribe, “COVID-19 – Para Além da Recuperação: Rumo a um Novo Contrato Social para a América Latina e o Caribe”, que teve início nesta terça-feira (12) e vai até quinta-feira (14), em formato integralmente virtual, tem essa análise como ponto de partida e, como foco, o caminho para o restabelecimento da região. As mesas redondas propostas se concentram em três áreas críticas para a recuperação: proteção social e sistemas tributários; transformação digital inclusiva; e governança eficaz. São campos onde começam a surgir ações concretas e decisivas dos governos, e as mesas apresentarão tanto bons exemplos quanto o que ainda resta fazer.

A abertura oficial do Fórum Ministerial, na manhã desta terça-feira (12), contou com a participação do presidente da Colômbia, Iván Duque; da secretária geral da SEGIB (Secretaria Geral Ibero-americana), Rebeca Grynspan; da secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena; do administrador do PNUD, Achim Steiner; e do professor Francis Fukuyama, da Universidade de Stanford, orador principal do evento.

“Estabelecer sistemas de proteção universal, realizar a digitalização inclusiva e estabelecer uma governança eficaz são os três principais desafios de nossas sociedades hoje”, afirmou Steiner. "Estamos falando de una década perdida no (âmbito) econômico e duas décadas perdidas no social”, declarou Alicia Bárcena.

“É fundamental repensar uma proteção universal, inclusiva, sustentável e amigável para o crescimento econômico”, reforçou o diretor do PNUD para a América Latina e o Caribe, Luis Felipe López-Calva. “A região tem 9% da população (mundial), mas 30% das mortes por COVID-19”, observou.

O professor Francis Fukuyama apontou “três fatores importantes nesta crise: capacidade de atenção à saúde, confiança social e liderança política”. Para ele, “muitos de nossos países estão muito polarizados; precisamos de confiança social”.

“Temos que melhorar os mecanismos de coordenação multilateral”, afirmou Iván Duque, presidente da Colômbia, país organizador do Fórum Ministerial. Quanto à crise pela pandemia do novo coronavírus, Duque observou que "não se trata de retornar para onde estávamos, mas de sair melhores”.

Para a secretária executiva da SEGIB, Rebeca Grynspan, “nossa região apresentava todas as condições para que a pandemia aprofundasse as brechas (sociais)”. Segundo ela, “necessitamos entender que desenvolvimento não é PIB; é preciso medir a pobreza de forma multidimensional e ter um novo conceito de cooperação”.

Além da abertura, o XII Fórum Ministerial para o Desenvolvimento Social na América Latina e no Caribe teve sua primeira mesa redonda na terça-feira (12), da qual participou o ministro brasileiro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Até esta quinta-feira (14), terão se realizado 5 mesas redondas e 4 eventos paralelos, com a participação de autoridades em desenvolvimento. A gravação da maioria dos eventos estará disponível na conta do PNUD América Latina e Caribe no Facebook.

 

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