Foto: Centro de Formação Profissional de Les Cayes

 

Dia 14 de agosto de 2021. Um terremoto de 7,2 graus atinge o Haiti. Um mês depois, a contagem do número de vítimas fatais supera 2.200. São mais de 300 pessoas desaparecidas e 12.700 feridas, segundo autoridades locais. A parte sul do país caribenho é a mais afetada. Diversos países, entre eles o Brasil, enviaram assistência humanitária ao Haiti. Organismos internacionais, como o PNUD, mobilizam suas forças, dentro e fora do país, para mitigar o impacto do abalo sísmico na vida dos sobreviventes.

A missão humanitária brasileira é chefiada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e a integram 32 bombeiros, sob o comando operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (bombeiros da Força Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais apoiam os efetivos de Brasília). O transporte da missão foi feito em aeronave cargueira KC-390 Millenium, da Força Aérea Brasileira, que, além dos equipamentos, levou 3,5 toneladas de medicamentos, insumos e equipamentos médico-hospitalares doados pelo Ministério da Saúde a seu homólogo haitiano, e 2 purificadores portáteis de água, doados pela ABC. A base da missão humanitária brasileira foi instalada nos doze edifícios do Centro de Formação Profissional Brasil-Haiti de Les Cayes, construídos com parte dos USD 40 milhões doados pelo Brasil para o Fundo de Reconstrução do Haiti (FRH), logo após o devastador terremoto de 2010, em parceria com o PNUD (escritórios do Brasil e do Haiti), o Instituto Nacional de Formação Profissional do Haiti (INFP) e a ABC, coordenadora da iniciativa.

 De maneira semelhante, a cooperação Sul-Sul, que deixou um importante legado para o setor de saúde no Haiti, possibilitou o atendimento de vítimas do terremoto por intermédio das 40 ambulâncias, das 90 existentes no país, adquiridas por projetos do Brasil, em parceria com o PNUD, no país caribenho. O Centro Nacional de Ambulâncias do Haiti foi reformado, ampliado e mantido com recursos de um desses projetos.

 Vítimas do sismo estão sendo levadas das regiões atingidas pelo terremoto até o aeroporto da capital haitiana e de lá encaminhadas ao hospital Dra. Zilda Arns, construído e mantido por dois projetos frutos da cooperação técnica do PNUD com o Brasil. Na região de Jérémie, península sul do Haiti, em outro hospital referência para o atendimento das vítimas da catástrofe, dois blocos cirúrgicos foram reformados, ampliados e equipados com os recursos desses projetos de cooperação Sul-Sul do Brasil e do PNUD. "Em situações de crise, a união de esforços entre governos e organismos internacionais faz toda a diferença para que a ajuda chegue de forma rápida, e os recursos sejam utilizados de forma efetiva", afirma o oficial de programa responsável pela Cooperação Sul-Sul do PNUD no Brasil", Daniel Furst.

Para a coordenadora-geral de Cooperação Técnica com a América Latina, Caribe e Europa​, Maria Augusta Ferrar,  "desde o terremoto de 2010, o Brasil tem priorizado a cooperação técnica com o Haiti, apoiando a reconstrução do país e contribuindo para seu desenvolvimento. Após o terremoto recente, que causou considerável prejuízo e significativa perda de vidas humanas, mais uma vez o povo haitiano pode contar com o apoio brasileiro, por meio do pronto envio de uma missão humanitária, com a finalidade de ajudar o povo haitiano nesse momento crucial."

 

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