O PNUD lançou nova estratégia global para a digitalização de seus processos operacionais e programáticos no período de 2022 a 2025. No Brasil, a organização já tem adotado a inovação digital em seus projetos como mais uma ferramenta para ajudar o país a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

O impulso ao governo digital e às cidades inteligentes, a digitalização do Judiciário, a assistência técnica remota a agricultores familiares e a crianças em situação de vulnerabilidade são algumas das iniciativas presentes em projetos implementados por PNUD e parceiros no Brasil. Todas elas adotam a inovação digital como meio para garantir o cumprimento da Agenda 2030. 

A estratégia digital do PNUD foi lançada globalmente neste ano para reunir as lições aprendidas com a crise da pandemia de COVID-19, que catapultou o uso das novas tecnologias globalmente e, ao mesmo tempo, intensificou as desigualdades, uma vez que quase 3 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à Internet no mundo. 

Diante desse cenário, o PNUD apoia, desde 2019, mais de 580 projetos digitais em mais de 80 países como forma de responder à pandemia e acelerar processos de digitalização de comunidades para garantir acesso a direitos. Além disso, renovou sua estratégia digital para que a inovação possa contribuir para não deixar ninguém para trás. 

Uma das premissas da estratégia digital do PNUD no mundo é considerar as novas tecnologias como um meio para atingir o desenvolvimento sustentável, desde que seja adotada uma abordagem baseada em direitos, que também considere mitigar os riscos apresentados pelas tecnologias, tais como violações à privacidade, discursos de ódio, desinformação, entre outros.

“Com esta nova Estratégia Digital 2022-25, o PNUD pretende avançar à realidade digital em constante evolução, equipada com o conhecimento e ferramentas para apoiar nossos parceiros neste momento de rápidas mudanças”, disse o administrador do PNUD, Achim Steiner, no documento estratégico.  

Para a representante do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, as novas tecnologias têm o potencial de promover o desenvolvimento sustentável. “Elas oferecem novos meios de abordar desafios globais complexos, com a possibilidade de impulsionar a prosperidade de forma sustentável e em longo prazo para as pessoas e para o planeta”, ressaltou na apresentação do relatório “Disrupção e inovação”, lançado em 2020.

“O PNUD no Brasil tem sido pioneiro na utilização de tecnologias inovadoras para fornecer soluções de desenvolvimento de ponta”, disse Argueta. “Como resultado de décadas de experiência, parcerias enriquecedoras e profissionais dedicados e criativos, muitas tecnologias digitais já estão sendo usadas em vários projetos, programas e iniciativas do PNUD no Brasil, principalmente no atual contexto da COVID-19.”

Veja abaixo alguns exemplos de estratégias bem-sucedidas de adoção das novas tecnologias em projetos e programas do PNUD no Brasil:

 

Apoio remoto a agricultores 

Aplicativos de mensageria foram essenciais para que o PNUD pudesse fornecer assistência técnica remota a pequenos produtores rurais de Sergipe, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Até mesmo uma cirurgia em caprinos foi realizada com auxílio remoto, em um momento em que técnicos não podiam se dirigir às comunidades beneficiadas.

O auxílio via internet foi possível graças ao Projeto Dom Távora, desenvolvido pelo PNUD até 2021 com financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa atingiu a meta de reduzir a pobreza rural no estado, beneficiando centenas de comunidades em 15 municípios no Semiárido e no Baixo São Francisco.

 A digitalização urbana também está no radar do PNUD no Brasil. Um exemplo é o projeto Desenvolvimento Regional Sustentável do Nordeste, que prevê entre suas ações dar impulso a iniciativas de governo digital e cidades inteligentes em 52 municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)

Fruto de parceria entre PNUD e Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o projeto pretende desenvolver competências institucionais nas temáticas de governo digital e economia 4.0 por meio da contratação de consultoria especializada em estratégias de promoção de cidades inteligentes na região. A previsão é de que tais atividades ocorram ainda neste ano. 

A organização também tem apostado em educação a distância para disseminar conhecimento sobre a Agenda 2030 por meio do projeto Acelerando o Desenvolvimento. Em 2021, foi realizada capacitação virtual para a gestão municipal de Alta Floresta (MT), Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA), resultado de parceria entre PNUD, Companhia Hidrelétrica Teles Pires e BNDES. 

Neste ano, o projeto lançou a plataforma EAD “Integrando a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” para fortalecer as capacidades de gestores públicos, acadêmicos, representantes do setor privado e da sociedade civil de Pará, Mato Grosso e Amazonas na implementação dos objetivos globais. 

 

Apoio remoto a mães, pais e cuidadores

Os aplicativos de mensageria também foram chave para dar continuidade em 2021 ao Programa Criança Feliz, iniciativa do Ministério da Cidadania apoiada pela ONU Brasil com recursos do Fundo Conjunto para os ODS, que contribuiu para o desenvolvimento de crianças em situação de vulnerabilidade em diversas cidades do país por meio de visitas domiciliares. 

Na pandemia, o atendimento a mães, pais e cuidadores passou a ocorrer na porta das casas, com distanciamento físico, ou principalmente via internet e celular. Visitadores e supervisores treinados recomendaram atividades e brincadeiras para estimular o desenvolvimento cognitivo, a coordenação motora e a comunicação das crianças. 

A atuação digital do PNUD ocorre, inclusive, no setor da saúde, com o uso de ferramentas de inteligência artificial. Uma parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu que o órgão regulador detectasse e retirasse do ar anúncios de falsos autotestes para COVID-19 no comércio eletrônico brasileiro.  

O projeto identifica a venda ilegal de produtos sujeitos à vigilância sanitária e atua para reduzir e punir as irregularidades. A iniciativa-piloto faz parte de parceria mais abrangente firmada entre Anvisa e PNUD em 2010, cujo foco é estruturar sistema de vigilância e monitoramento de produtos para a saúde no país.

 

Digitalização do Judiciário 

O Programa Justiça 4.0, resultado de acordo entre PNUD e Conselho Nacional de Justiça, tem como objetivo aprimorar a transparência e a eficiência do Poder Judiciário com o uso de novas tecnologias. 

Nesse sentido, um conjunto de soluções e ferramentas inovadoras estão em desenvolvimento, como a Plataforma Digital do Poder Judiciário, a plataforma Codex e a Sinapses. Essas soluções visam aprimorar e otimizar os procedimentos da Justiça, possibilitando ampliação de acesso e ganho de celeridade.  

Outro destaque do programa é a atenção dada aos desafios de conectividade, buscando oferecer e fortalecer diferentes canais de acesso ao Poder Judiciário nas localidades e para as populações que ainda vivenciam desafios de conexão, de forma a não aprofundar as desigualdades digitais.

Além disso, os Escritórios Sociais – metodologia que fortalece a reintegração socioeconômica de egressos do sistema prisional – também fornecem serviços e facilitam o acesso a políticas públicas por meio de plataforma virtual. O aplicativo Escritório Social Virtual permite o acesso dessa população a alternativas para a retomada de suas trajetórias de vida.  

 

Inovação no Projeto Floresta+ Amazônia

O impulso à inovação para conservação, recuperação e uso sustentável da vegetação nativa na Amazônia está entre as prioridades do PNUD no Brasil. O projeto Floresta+ Amazônia selecionou, neste mês, propostas de entidades que serão responsáveis por desenvolver metodologias inovadoras para atingir esses objetivos. 

O Programa de Ideação tem como meta realizar desafios de inovação e maratonas de programação (hackathons) para gerar soluções relacionadas às linhas temáticas da Modalidade Inovação. A instituição escolhida deverá organizar quatro eventos presenciais, com duração de até dois dias cada. 

Nos encontros, os participantes poderão aprimorar ideias e apresentar estratégias e soluções para a criação e a consolidação do mercado de serviços ambientais e para conservação, recuperação e uso sustentável da vegetação nativa. Serão apoiadas também iniciativas tecnológicas que promovam serviços básicos, criando oportunidades de integrar indivíduos em situação de mais vulnerabilidade aos sistemas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). 

A nova estratégia digital lançada pelo PNUD globalmente neste ano guiará a organização em seus esforços para apoiar os países a construir um ambiente inclusivo, ético e sustentável. Ela também reconhece que a digitalização continuará a remodelar a forma como a organização responde aos desafios do mundo contemporâneo. 

“Isso inclui usar seu poder para impulsionar a ação climática e restaurar nosso mundo natural. E também complementa os amplos esforços globais da ONU para impulsionar a capacidade digital de grupos vulneráveis ​​e marginalizados, incluindo mulheres e pessoas com deficiência, por exemplo”, disse o administrador do PNUD no documento de lançamento da estratégia.  

“Tendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como estrelas guias, estamos olhando além do horizonte imediato para continuar oferecendo suporte de desenvolvimento de ponta para as pessoas e o planeta.”

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