Crédito da foto: Rede Brasil do Pacto Global

A parceria entre o PNUD e a Rede Brasil do Pacto Global (RBPG), ao longo dos últimos 10 anos, impulsionou a adoção de princípios para negócios e investimentos mais responsáveis, ajudando empresas brasileiras a perceber os impactos socioambientais de suas atividades.

A conclusão é do documento “Relatório de Atividades – PNUD + Pacto Global 1 década de parceria”, que apresenta os principais resultados da aliança entre as duas organizações.

O relatório destaca o esforço conjunto para a transformação do setor privado, buscando engajamento das empresas com os Dez Princípios do Pacto Global e, desde 2015, com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030.

“Essa parceria, que agora completa uma década, trouxe importantes resultados, ao envolver centenas de empresas de todos os tamanhos e setores, que integram a sustentabilidade em suas estratégias e operações principais, tanto para benefício próprio, quanto para a sociedade brasileira como um todo”, diz a representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, na introdução do documento.

Lançado em 2000, o Pacto Global das Nações Unidas foi criado pelo então secretário-geral, Kofi Annan, com o objetivo de incentivar as empresas em todo o mundo a adotar políticas sustentáveis e socialmente responsáveis, com base em dez princípios nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

Mais de 20 anos depois, o Pacto Global passou a ser a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo – com mais de 14 mil participantes do setor privado em 170 países –, tendo como meta alcançar soluções para os desafios globais.

No país, a Rede Brasil do Pacto Global contou desde 2010 com o suporte técnico, administrativo, operacional, comunicacional e de parcerias do PNUD, o que trouxe resultados como a expansão da Rede, hoje reconhecida como a terceira maior do mundo.

“O resultado dessa parceria não se restringiu à elevação do número de membros. A aliança permitiu ainda a produção de conhecimento e a sistematização de boas práticas que hoje fazem parte de um acervo de manuais, guias e diretrizes”, lembra Argueta.

Atualmente, 1,2 mil signatários integram a Rede Brasil do Pacto Global. Desse total, 78% passaram a integrar os ODS em suas estratégias de negócio e 51% tornaram esse compromisso público.

A atuação no país se dá por meio do desenvolvimento de campanhas de engajamento, parcerias, projetos e ações coletivas. Todo o conhecimento gerado é compartilhado em eventos e treinamentos, que buscam explorar boas práticas existentes em temáticas de sustentabilidade corporativa.

“A parceria permitiu uma conexão direta entre o mercado brasileiro e a força-motriz dos ODS, vanguarda das discussões sobre temas emergentes e universais”, declara o presidente do Conselho de Administração da Rede Brasil do Pacto Global, Rodolfo Sirol.

No plano administrativo, os recursos disponibilizados pelo PNUD nas operações da Rede Brasil também fortaleceram a atuação no país, lembra Sirol. “Foi possível contar com as melhores diretrizes, orientações e práticas no que se refere à gestão de pessoas e à governança.”

“Isso ajudou no amadurecimento da Rede como instituição e, não à toa, foram incorporados ao estatuto ponderações e limites que partem dos preceitos propagados pelas Nações Unidas”, declara.

Alguns exemplos de projetos da Rede Brasil incluem a publicação "SDG Compass", cujo propósito é encurtar a distância entre a Agenda 2030 e o planejamento estratégico das empresas, e o Movimento Menos Perda, Mais Água, que debate as perdas de água em sistemas de distribuição brasileiros.

Outra iniciativa de destaque é o Empoderando Refugiadas – realizado em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres –, com o objetivo de tornar o mercado de trabalho mais acessível a mulheres em situação de refúgio.

Durante a pandemia, a Rede Brasil e parceiros também estruturaram o Covid Radar, um coletivo de empresas e organizações de diferentes setores econômicos que se articulam para auxiliar a sociedade brasileira no enfrentamento à COVID-19.

Neste ano, a iniciativa passa a ter um novo modelo de governança e gestão, sendo agora operacionalizada pelo Instituto da Rede Brasil do Pacto Global, uma associação sem fins lucrativos de direito privado que segue os princípios da sede do Pacto Global da ONU.

Apesar do encerramento do projeto de apoio do PNUD, Sirol afirma que a parceria entre as organizações continua. “Para as próximas décadas, são almejadas muitas cocriações de projetos entre as instituições na área programática, lançando mão dos ganhos que essa sinergia é capaz de produzir.”

Clique aqui para acessar o relatório.

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