Foto: Paulo Prezoto.

Com o foco em um novo índice, que mede as pressões dos países sobre o planeta, foi lançado hoje no Brasil o Relatório de Desenvolvimento Humano 2020. O documento global traz também os resultados de desempenho brasileiro nas três dimensões do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): saúde, educação e renda, referentes a 2019. O IDH do Brasil cresceu de 0,762 para 0,765.  No entanto, caiu cinco posições no ranking, em relação ao ano anterior, ficando em 84º lugar entre 189 países. 

O evento em forma de webinar, realizado na manhã desta terça-feira (16/12), foi aberto pela representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Katyna Argueta, e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; da secretária-geral da Secretaria Ibero-Americana, Rebeca Grynspan; do presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Sergio Gusmão; e da coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, a economista Betina Ferraz Barbosa. 

Apesar de não ter havido um retrocesso, o ritmo de avanço do Brasil foi mais lento do que o de outros países, o que o fez perder posições. Apesar disso, permanece no grupo de nações com alto índice de desenvolvimento humano. Quando se avalia o Brasil pelo novo índice de desenvolvimento humano ajustado às pressões do planeta, o IDHP, a colocação do país melhora, sobe 10 posições, enquanto diversos países desenvolvidos perdem pontuação.

Desafios 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, avaliou os resultados do relatório. “Temos o desafio de melhorar a posição do Brasil no IDH global, apesar de termos o menor impacto quando focamos no índice que mede a pressão sobre o planeta, por nossas ações de preservação de florestas, uso de energias limpas e as boas práticas usadas na agricultura brasileira” , pontuou.

Katyna Argueta, em sua fala de abertura, destacou a importância do novo índice de progresso humano, o IDHP, que considera as emissões de dióxido de carbono e a pegada material dos países (medida de extração de matéria-prima no mundo para atender à demanda nacional).

“É chegado o momento de todos os países, ricos e pobres, redesenharem suas trajetórias de progresso, assumindo plenamente as tensões que estamos exercendo sobre a Terra e desmontando os enormes desequilíbrios de poder e de oportunidades que impedem a mudança”, disse Katyna Argueta. 

A edição do 30º aniversário do Relatório de Desenvolvimento Humano, "A Próxima Fronteira: Desenvolvimento Humano e o Antropoceno", considera que as pessoas e o planeta estão entrando em uma era geológica inteiramente nova, o Antropoceno ou era dos humanos. 

Amazonas e a pandemia 

A economista Betina Ferraz, do PNUD, fez a relação entre o impacto da pandemia e as regiões mais vulneráveis socialmente. No Amazonas, fortemente atingido pelo novo coronavírus, 35% da população vivem em aglomerações, e 68% não têm acesso a saneamento.

“A pandemia provocará uma crise no desenvolvimento humano sem precedentes. Os impactos dela ameaçam o progresso humano pela primeira vez desde que começou a ser medido, há 30 anos”, alertou Betina. 

O ministro do Meio Ambiente também demonstrou preocupação com o cenário. “Enquanto não melhorarmos as condições de vida da população, o meio ambiente sofrerá o impacto, as pessoas continuarão sendo cooptadas para atividades ilegais que pressionam o meio ambiente, como extração de madeira, grilagem de terras e garimpo. É importante, sim, colocar o homem no centro dessa preocupação. Importante também contarmos com o apoio e as parcerias de todos aqui representados.”

Marco de um novo ciclo 

A secretária-geral da Secretaria Ibero-Americana, Rebeca Grynspan, afirmou que o relatório do PNUD deste ano é o mais importante dos últimos tempos. “Mais uma vez, o PNUD dá um salto de qualidade, apresentando este novo índice em um momento bastante apropriado. Considero o relatório de 2020 o melhor que já vi até agora. É preciso que todos tenham conhecimento (dele).”

Segundo ela, a experiência da pandemia do novo coronavírus na atualidade marca  o início de uma nova era. “Estou convencida de que a pandemia cristalizou transformações que estávamos percebendo nos últimos anos. Ousaria dizer que a pandemia marca de fato o início do do século XXI.”

Agenda 2030

O presidente da ABDE, Sergio Gusmão, destacou as ações da entidade junto do sistema nacional de fomento a projetos de cunho socioambiental no país. Afirmou que há um conjunto de medidas sendo aplicadas para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que o Brasil se comprometeu com os países do mundo na Agenda 20-30, da ONU.

“Temos  o braço público atuando no mercado privado para ativar essas ações, impulsionar esse caminho. Entre 2019 e 2020, captamos 2 bilhões de dólares para projetos de cunho socioambiental “, destacou.

 

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