Crédito da foto: Descarte Correto

Comunidades rurais, ribeirinhas, indígenas e outras em situação de vulnerabilidade social são beneficiadas por projeto financiado pelo PNUD que promove a inclusão digital e o reaproveitamento de resíduos eletrônicos em cidades do Amazonas.

A iniciativa “Descarte Correto – Transformando os resíduos eletrônicos em benefícios econômicos e socioambientais” reconstrói computadores a partir de resíduos eletrônicos e os entrega às comunidades, e promove também oficinas profissionalizantes com foco principalmente nos mais jovens.

Realizado pela empresa de serviços ambientais Descarte Correto, o projeto foi um dos 12 selecionados pelo Innovation Challenge, iniciativa do PNUD para financiar experiências e metodologias de inovação alinhadas aos aceleradores locais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ou às cadeias de produção do Piauí e do Amazonas.

No último ano, a Descarte Correto beneficiou 13 comunidades em Manaus, Novo Airão e Boa Vista (RR) com a instalação de centros de inclusão digital e a realização de aulas de computação básica e avançada. Foram alcançadas as comunidades indígenas de Mirituba, Renascer, Curidiqui, Santo Elias, Castanho e Bom Jesus.

Outra frente de atuação foram os Interativos, cursos profissionalizantes em informática ministrados em Manaus, Maués, Novo Airão e Boa Vista. Segundo o empreendedor social e fundador da Descarte Correto, Alessandro Dinelli, os seis programas atenderam cerca de 500 alunos em 2020, principalmente via aulas online.

“O apoio do PNUD foi fundamental porque nos permitiu continuar trabalhando durante a pandemia de COVID-19. Tínhamos apenas um centro de inclusão digital e conseguimos em agosto do ano passado expandir para Novo Airão. Em Manaus, conseguimos instalar mais um curso profissionalizante”, explicou Dinelli.

O período também foi marcado por aumento do volume de resíduos eletrônicos coletados no galpão da empresa. Em 2020, foram 300 toneladas arrecadadas via campanhas e pontos de coleta localizados em Manaus e região metropolitana. São considerados resíduos eletrônicos computadores, notebooks e impressoras velhos ou inoperantes.

“Os principais doadores são pessoas físicas e pequenas empresas do polo industrial de Manaus. Estamos abertos a receber qualquer descarte e qualquer quantidade”, disse Dinelli, explicando que uma equipe de funcionários utiliza as peças para criar outros computadores que são cedidos às comunidades com direito a assistência técnica e manutenção.

“Ao receber os resíduos, nossa equipe técnica avalia o que veio dentro do equipamento e faz a triagem dos materiais que podem ser reaproveitados. A partir disso, esse material é armazenado e utilizado conforme a demanda de substituição dos aparelhos nas comunidades”, explicou Dinelli. Tudo o que não for reaproveitado é vendido para a indústria como matéria-prima.  

“Na região Norte, a logística é um desafio cotidiano. A logística reversa, então, tem desafio duplicado. Descartar corretamente equipamentos eletrônicos em desuso é uma mudança de cultura e uma questão ambiental. O próprio nome da nossa empresa é um chamado para isso”, salientou o empreendedor social.

“A pandemia mostrou que as pessoas precisavam de computador. Evidenciou mais ainda o quanto nosso trabalho continua sendo importante para levar inclusão digital para a Amazônia.”

Cada comunidade ribeirinha, indígena ou rural recebe de quatro a dez computadores, e um membro da comunidade é treinado para ministrar as aulas de computação. “Os jovens são capacitados e, logo em seguida, começam a dar aulas”, disse Dinelli. No total, 144 equipamentos de informática já foram alocados nessas comunidades.

Já os cursos profissionalizantes chamados Interativos funcionam nos bairros mais pobres de Manaus em sistema de microfranquias, recebendo de 15 a 20 computadores cada, além de um servidor. “Instalamos nossa plataforma e a própria comunidade se organiza para cobrar o valor referente a cada curso. Posteriormente, nos pagam uma taxa de licenciamento mensal.”

Os recursos recebidos com o Innovation Challenge, que totalizaram R$100 mil, foram usados para ampliar a atuação da Descarte Correto nas comunidades, aumentar a captação e processamento de materiais eletrônicos descartados, com impactos socioambientais positivos nas localidades.

Outras ações incluíram um laboratório de criação de sites e videogames. O Projeto Interativo Lab ensinou alunos a desenvolverem jogos 2D e sites, além de dar habilidades computacionais complementares, como a oficina de robótica e de WordPress. Também foram realizadas oficinas e palestras sobre os ODS e a gestão de resíduos sólidos.

“O projeto da Descarte Correto foi selecionado pelo PNUD por atuar com foco em dois grandes desafios que precisam ser enfrentados pela região Amazônica: o descarte adequado de resíduos sólidos, nesse caso de equipamentos eletrônicos, e a inclusão digital de comunidades em situação de vulnerabilidade social, além de atender aos aceleradores ODS mapeados para o Estado do Amazonas”, afirma a analista de projetos do PNUD Vanessa Fernandes Gonçalves.

“Projetos como esse contribuem para o alcance do desenvolvimento sustentável nas suas três dimensões – econômica, social e ambiental – de forma equilibrada e integrada, sem deixar ninguém para trás.”

Com ações educacionais de inclusão digital e de promoção da logística reversa dos resíduos eletrônicos, o projeto ajuda as comunidades a alcançarem o ODS4 (educação inclusiva, equitativa e de qualidade); o ODS12 (consumo e produção sustentável); ODS11 (promoção de cidades e comunidades sustentáveis). 

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