Foto: Ministério da Cidadania.

 

Mesmo com as limitações impostas pela pandemia de COVID-19, o Programa Criança Feliz (PCF) tem sido bem avaliado por mães, pais e cuidadores, que continuaram a ser atendidos pela iniciativa por meio de visitas semipresenciais e online.

A conclusão está no relatório elaborado no escopo de projeto do PNUD Brasil com a Fundação Bernard van Leer, que avaliou as mudanças comportamentais provocadas pelo programa federal cujo objetivo é impulsionar o desenvolvimento da primeira infância.

Financiado por meio da parceria e sob supervisão direta da Secretaria Nacional de Atenção à Primeira Infância, do Ministério da Cidadania, o levantamento analisou a qualidade das interações entre visitadores domiciliares e cuidadores na adoção de novas práticas de cuidados.

O estudo conduziu 128 entrevistas no ano passado com supervisores, visitadores, cuidadores, familiares e lideranças locais de seis municípios: Maragogipe (BA), Governador Mangabeira (BA), Salinas (MG), Capitão Enéas (MG), Tocantinópolis (TO) e São Paulo (SP).

Entre as principais conclusões, o relatório indicou que houve uma melhora na capacidade de comunicação de cuidadores com as crianças, uma intensificação dos vínculos familiares e maior percepção sobre a importância dos estímulos para o desenvolvimento infantil.

Mães, pais ou pessoas responsáveis também relataram contribuições do PCF ao desenvolvimento das crianças, entre elas, uma melhor coordenação motora e um aumento da capacidade de se comunicar.

Durante a pandemia, as equipes do Programa têm realizado atendimento remoto ou, no caso de famílias sem acesso ao celular e à Internet, visitas domiciliares com distanciamento físico (na porta das residências).

Propondo brincadeiras e atividades de comunicação, os visitadores do PCF buscam incentivar o desenvolvimento de habilidades motoras, de linguagem, cognitivas e socioemocionais, além de fortalecer vínculos entre cuidador e criança.

Segundo o Ministério da Cidadania, o PCF atende hoje 888 mil crianças em 2,7 mil municípios. Os beneficiários são gestantes e crianças de até 3 anos e suas famílias inseridas no Cadastro Único - CadÚnico; crianças de até 6 anos e suas famílias beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar em razão de medida protetiva.

O estudo indicou que o WhatsApp foi considerado um meio de comunicação acessível pela maior parte dos cuidadores consultados, sendo usado com frequência no apoio às atividades sugeridas. No entanto, disseram que a ferramenta deve ser usada apenas como complemento às visitas domiciliares, não substituí-las.

Os entrevistados também afirmaram compreender as atividades sugeridas pelos visitadores, que incluem brincadeiras com objetos cotidianos da residência, e afinidade com os profissionais do Programa, especialmente com aqueles que têm filhos.

A pesquisa citou as dificuldades enfrentadas por muitas famílias atendidas, tais como a indisponibilidade de tempo, principalmente devido à sobrecarga de trabalho para as mães. Além disso, muitas famílias vivem em domicílios de reduzido espaço físico; e há baixo engajamento dos homens nos cuidados e nas brincadeiras com as crianças.

As mulheres são a vasta maioria a exercer a função de cuidadora principal em todos os municípios estudados. Além de serem responsáveis pelos cuidados das crianças, também são encarregadas das atividades domésticas e, algumas vezes, trabalham fora de casa. A sobrecarga das mães foi identificada como uma dificuldade e, em alguns casos, como uma barreira para a realização das atividades recomendadas.

Diante dos dados coletados, o documento recomendou a expansão do PCF, de modo a atender um maior número de famílias; a inclusão dos irmãos das crianças beneficiadas nas atividades sugeridas, uma vez que hoje isso fica a critério de cada visitador; a realização de atividades que atraiam mais a atenção dos homens, e realizar parte das visitas em horários em que eles estejam presentes.

Outras recomendações incluem disponibilizar veículos para as equipes de visitadores, que muitas vezes não conseguem alcançar locais de difícil acesso, e aumentar a frequência e a variedade dos cursos de capacitação para os profissionais.

A expectativa é de que as informações coletadas possam subsidiar o planejamento e a execução das atividades do programa nos próximos anos.

“O PNUD se configura como um apoiador-chave do Programa Criança Feliz desde a sua origem e está envolvido diretamente em ações de avaliação de impacto, capacitações nos estados e municípios e formação de servidores”, disse a oficial de programa do PNUD, Maria Teresa Amaral Fontes.

“Consideramos o apoio do PNUD ao Programa Criança Feliz como uma oportunidade de olhar para a primeira infância como um tema prioritário e indispensável para o alcance do desenvolvimento humano, buscando trazer aquelas crianças em situação de vulnerabilidade para o centro das ações”, concluiu.

O PNUD Brasil e a Fundação Bernard van Leer firmaram parceria com o objetivo de promover ações e atividades que contribuam para o desenvolvimento do Programa Criança Feliz e das políticas públicas voltadas à primeira infância.

"A pesquisa tinha como objetivo olhar para a mudança de comportamento dos cuidadores, especialmente na hora do banho, do sono e da alimentação das crianças, mas acabou revelando mais do que o planejado”, disse a representante da Fundação Bernard van Leer no Brasil, Claudia Vidigal.

“Tivemos achados sobre os desafios e as oportunidades do PCF que nos ajudarão a fortalecer as frentes do Programa, a atuação dos visitadores e, especialmente, o cuidado e a atenção dada à primeira infância, aos bebês, no cotidiano das famílias, como momentos de ricas oportunidades de interação e desenvolvimento."

As organizações apoiam iniciativas voltadas ao fortalecimento da capacidade institucional do Ministério da Cidadania, de forma a fornecer evidências, monitorar e avaliar o Programa.

Acesse aqui o relatório do Programa Criança Feliz. 

 

 

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