Foto: UNV

 

O voluntariado desempenha papel central no fortalecimento das relações entre o povo e o Estado, promove melhor governança, ajuda a construir sociedades mais igualitárias e inclusivas, além de promover estabilidade. Cada vez mais, voluntárias e voluntários em todo o mundo estão estabelecendo parcerias mais estreitas com autoridades do Estado para enfrentar desafios urgentes de desenvolvimento, desde a mudança do clima, a perda de ecossistemas e biodiversidade, até os efeitos da pandemia de COVID-19.

A cada 3 anos, o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) publica um relatório, resultado de pesquisa sobre as tendências do voluntariado no mundo e sua contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Relatório sobre o Estado do Voluntariado Mundial (SWVR 2022), intitulado “Construindo Sociedades Iguais e Inclusivas”, acaba de sair.

Apesar do imenso desafio de mensurar o voluntariado globalmente, o SWVR 2022 apresenta novas evidências sobre parcerias voluntariado-Estado e novos dados que elucidam a escala e o escopo do envolvimento voluntário em todo o mundo. Conforme demonstrado,apesar dos impactos socioeconômicos devastadores da pandemia de COVID-19, o interesse global pelo voluntariado não diminuiu.

De acordo com estimativas globais, em relação ao número total de voluntárias e voluntários, a taxa mensal – definida como o número de voluntários em um mês – chega a 862 milhões.

 

 

Ainda que as diferenças regionais possam ser atribuídas a diferentes fatores, como tamanho populacional e taxas de voluntários variáveis, os números mostram que existem diferenças regionais significativas, com a Ásia e o Pacífico assumindo forte liderança. Como ilustra o gráfico acima, a região representa aproximadamente 65% do número total de voluntários no mundo, em contraste com América Latina e Caribe, com apenas 6%.

Em relação às taxas mensais por tipo de voluntariado, a maior parte do trabalho continua a ser organizada informalmente entre indivíduos, com a participação de 14,3% da população global, enquanto 6,5% das pessoas em idade ativa em todo o mundo se envolvem em voluntariado formal por meio de uma organização ou associação. Uma porcentagem significativa de pessoas realiza vários tipos de trabalho voluntário. Quanto ao gênero, os dados mostram que, enquanto os voluntários formais são principalmente homens, entre os voluntários e voluntárias informais, a maioria tende a ser mulher.

O relatório também afirma que novas parcerias entre governos e voluntárias (os) de grupos marginalizados – mulheres, pessoas com deficiência, moradores de bairros mais vulneráveis – estão reconfigurando relações de poder de longa data. Embora voluntários e voluntárias tenham mais oportunidades de se envolver em atividades que sejam significativas para eles, os pertencentes a grupos marginalizados permanecem em desvantagem. Por exemplo, no caso das mulheres e meninas, o compromisso com as responsabilidades domésticas e de cuidado limitam a capacidade de engajamento delas em voluntariados em muitos países. Assim, abordar essas lacunas nas práticas e aspirações do voluntariado é vital para combater a exclusão e a desigualdade de gênero.

A cooperação entre voluntários e governos está ajudando a construir uma cultura de tomada de decisões colaborativa, alterando as relações de poder e oferecendo diversos caminhos para a participação cívica. Por isso, o SWVR destaca a importância de se pensar sobre as possibilidades de engajar voluntárias e voluntários como parceiros no desenvolvimento e avanço dos ODS, uma vez que as formas pelas quais voluntárias (os) e autoridades do Estado interagem, colaboram e fazem parcerias são vitais para o cumprimento da Agenda 2030.

Desse modo, agora, mais do que nunca, essas parcerias são imprescindíveis. À medida que alguns países e regiões enfrentam enormes desafios no pós-pandemia, os governos e outras partes interessadas precisam trabalhar ainda mais com voluntários, engajando-se junto a eles como parceiros-chave, e abrindo espaço para que colaborem com soluções de desenvolvimento.

A fim de criar sociedades mais sustentáveis, igualitárias e inclusivas, o relatório recomenda que se aproveitem a criatividade e a energia das voluntárias e voluntários. Ao fazê-lo, é possível ajudar a criar um contrato social do século XXI mais inclusivo e responsivo às necessidades das comunidades.

O PNUD é o organismo da ONU responsável por administrar o UNV nos países.

Para acessar o relatório completo: https://swvr2022.unv.org

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