Créditos da foto: AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o PNUD estabeleceram parceria em projeto de cooperação técnica internacional para incrementar o desenvolvimento do programa espacial do país. Entre as atividades previstas, estão ações educacionais nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática (STEAM, na sigla em inglês), fomentando o interesse pelas carreiras do setor aeroespacial, especialmente por parte de mulheres e meninas.

A parceria, firmada em dezembro, com previsão de duração de quatro anos, tem investimentos de R$17,7 milhões e pretende ampliar as atividades do Centro Vocacional Tecnológico Espacial do Brasil (CVT-E), localizado em Parnamirim (RN). 

Inaugurado em 2017, o CVT-Espacial realiza atividades tecnológicas e educacionais, com foco na difusão do conhecimento científico e tecnológico na área espacial. Anualmente, atende mais de 1,5 mil estudantes da rede pública de ensino de municípios do estado. Também capacita pessoal técnico e professores, estudantes universitários e outros profissionais. 

“O CVT-Espacial teve, nos últimos anos, um impacto muito grande na vida dos jovens que passaram por lá e que decidiram ali seguir carreira no setor aeroespacial”, diz o presidente da AEB, Carlos Moura, enfatizando que o foco agora será estimular a participação de mulheres e meninas. 

O projeto firmado com o PNUD prevê mapear as tecnologias educacionais disponíveis para educação a distância; desenvolver metodologias para ações de divulgação científica nas escolas; formular diretrizes para a incorporação desses insumos pelas escolas estaduais.

Outras ações incluem ampliar a atuação da Agência Espacial Brasileira nas áreas STEAM das escolas dos ensinos fundamental e médio, tendo como objetivo estimular estudantes a seguirem carreiras na área espacial.

O projeto desenvolverá ações para atrair meninas para as carreiras em ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática, estimulando aquelas que já escolheram essas áreas a persistirem. Dados do Dieese de 2017 apontam que as mulheres representavam apenas 13,7% do total de trabalhadores da indústria aeroespacial brasileira. 

“Historicamente, a participação das mulheres nas ciências exatas é menos expressiva em quantidade, devido ao papel atribuído à mulher na sociedade, o que faz com que nem todas consigam desenvolver uma carreira de forma mais continuada”, afirma Moura.  

A AEB já tem desenvolvido ações no campo da educação, incluindo a criação de redes educacionais, olimpíadas do conhecimento, desafios de ciências e de novas tecnologias. Em 2019, foram capacitados 3.619 estudantes e 1.728 professores no país, do nível fundamental ao superior.

“É preciso aumentar a escala de esforços, inspirando-se na experiência internacional e ampliar o foco no fortalecimento da participação feminina. A ideia é assegurar que o setor contará com a mão de obra e o conhecimento de que precisa hoje e de que precisará no futuro”, disse o coordenador da Unidade de Desenvolvimento Socioeconômico Inclusivo do PNUD, Cristiano Prado.

Para as organizações parceiras, o interesse no setor aeroespacial deve ser incentivado desde a infância e a adolescência. “Nas atividades educacionais que a AEB realiza, verificamos que a atração pelos temas do espaço não diferencia gênero. As crianças afluem de forma indistinta”, explica Moura.

O projeto deverá estruturar um programa de desenvolvimento de competências espaciais, a ser articulado conjuntamente com o Ministério da Educação, de modo a ser inserido no currículo do ensino médio. 

A Agência Brasileira de Cooperação, órgão vinculado ao Ministério das Relações Exteriores, acompanhará as ações decorrentes do projeto.

Na opinião de Prado, do PNUD, o nível de desenvolvimento e a autonomia tecnológica de um país têm relação direta com o seu crescimento econômico e social. “Nos anos recentes, tem se tornado cada vez mais relevante o papel da exploração espacial como indutor de desenvolvimento tecnológico de ponta de diversas cadeias produtivas, capaz de gerar retornos crescentes para os países.”

As tecnologias espaciais são adotadas nas atividades militares, nas telecomunicações, no levantamento e na prospecção de recursos naturais, no acompanhamento de alterações no meio ambiente, na vigilância das fronteiras e das costas marítimas, na meteorologia e na previsão do tempo e do clima, no combate a desastres naturais, entre outros.

“Por meio dos instrumentos, metodologias desenvolvidas e conhecimento acumulado pelas duas organizações, o PNUD contribuirá com a AEB no reforço de sua atuação junto à indústria nacional e à sociedade em geral, ampliando a governança, fortalecendo o arcabouço regulatório, a formação de competências e contribuindo para o desenvolvimento nacional”, conclui Prado. 

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