Mulher faz teste rápido por amostra de fluido oral (TRFO) em Curitiba. Crédito da foto: Prefeitura de Curitiba

As 48 organizações da sociedade civil (OSC) selecionadas para a nova edição da estratégia Viva Melhor Sabendo realizarão 120 mil testes de HIV e distribuirão 60 mil autotestes neste ano e no ano que vem em municípios de todo o Brasil.

O número representa um aumento de mais de três vezes frente os 46 mil testes feitos na última edição, em 2018 e 2019. Desde 2014, mais de 220 mil pessoas foram testadas utilizando teste rápido por amostra de fluido oral (TRFO) no âmbito da iniciativa.

A ação é fruto de uma parceria mais ampla e de longa data entre PNUD e Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, focada na implementação de ações para ampliar prevenção, diagnóstico, monitoramento e atenção a IST, aids e hepatites virais.

A estratégia realizará 24 mil ações de base comunitária para prevenção combinada, que inclui, além da distribuição de preservativos, orientações sobre PEP (Profilaxia Pós-Exposição), PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e encaminhamento aos serviços de saúde no caso de resultados positivos e para testagens de sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST.

As atividades têm foco nas populações mais afetadas pela epidemia de aids: pessoas trans, trabalhadoras do sexo cisgênero, pessoas que usam álcool e outras drogas, gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSM), pessoas privadas de liberdade, população em situação de rua, jovens de 15 a 24 anos, populações negra e indígena.

As organizações da sociedade civil foram escolhidas por conseguirem alcançar tais populações de forma mais eficiente. No final de junho, as entidades selecionadas reuniram-se em oficina online para coordenar estratégias e identificar melhores práticas reproduzidas localmente.

O Viva Melhor Sabendo visa aumentar o diagnóstico oportuno, reduzir a transmissão do HIV e contribuir para o alcance das metas relacionadas ao fim da epidemia de aids do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (UNAIDS), do qual o Brasil é signatário.

Presente online na oficina das OSCs, o coordenador da Unidade de Desenvolvimento Socioeconômico Inclusivo do PNUD, Cristiano Prado, lembrou que a nova edição estará presente em municípios pouco atendidos por serviços para HIV/Aids. “A iniciativa é um instrumento para fazer chegar na ponta o atendimento que precisa ser feito”, disse.

“Enfatizamos a importância de haver um elo entre as OSCs e as coordenações estaduais e municipais de saúde, de forma a vincular todas aquelas pessoas com diagnósticos positivos aos serviços de saúde”, afirmou o diretor do Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Gerson Pereira, durante a oficina online.

Segundo Pereira, é essencial combinar serviços de saúde e oferecê-los de acordo com o contexto de vida das populações alcançadas. “Não é apenas o número de testes que importa, mas aqueles feitos nessas populações-chave, assim como o número de ações de prevenção para essas populações, por conta de suas vulnerabilidades”, disse. Ele enfatizou a importância de garantir a autonomia. “O melhor método preventivo é aquele escolhido por cada pessoa.”

O aumento do número de testes a serem disponibilizados pela estratégia ocorre em um momento em que há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção pelo HIV tenha caído drasticamente na América Latina e no Caribe, segundo o UNAIDS e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A iniciativa Viva Melhor Sabendo insere-se na Agenda 2030 ao contribuir para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 (redução das desigualdades) e o ODS3 (saúde e bem-estar para todos).

Também está inserida no escopo do acordo do PNUD com o UNAIDS Brasil para desenvolver estratégias, campanhas de comunicação, treinamento de profissionais de saúde e contribuir com o Índice de Estigma 2.0, ferramenta para detectar e medir a mudança de tendências em relação ao estigma e à discriminação, a partir da perspectiva das pessoas vivendo com HIV.

GT UNAIDS

Na semana passada (7), a representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, participou da primeira reunião, desde o início da pandemia de COVID-19, do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS).

O encontro online reuniu cerca de 45 pessoas, entre representantes de governo, embaixadas, agências, fundos e programas da ONU e organizações da sociedade civil que atuam com HIV/AIDS. Na ocasião, Argueta enfatizou a importância da redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde e o importante papel desempenhado pelo Projeto Viva Melhor Sabendo. “Esses parceiros da sociedade civil vão ainda realizar ações de base comunitária, provendo apoio, orientação e fazendo a diferença para aqueles que mais precisam”, disse.

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