Foto: PNUDLAC

Cidade do Panamá / Nova York, 9 de outubro.  Relatório do UNICEF e do PNUD, lançado hoje, destaca o impacto da pandemia na educação devido ao fechamento de escolas e as profundas desigualdades nas oportunidades de desenvolvimento de meninos e meninas. Intitulado “COVID-19 e a educação primária e secundária: repercussões da crise e implicações de políticas públicas para a América Latina e o Caribe”, o documento foi apresentado virtualmente na tarde de hoje por representantes dos dois organismos.

As medidas adotadas pelos governos têm significado o fechamento de múltiplas atividades econômicas, a perda de empregos e de geração de renda de milhões de famílias. No caso da América Latina e do Caribe, a CEPAL estima um aumento da taxa de pobreza de pelo menos 14,5%, o que representa mais 28,7 milhões de pessoas vivendo na pobreza.

A perda abrupta de renda familiar pressionará as crianças, principalmente na adolescência, a abandonarem os estudos não só pelos gastos que representam, mas também pela necessidade de gerar renda em casa. A CEPAL e a OIT estimam que entre 100.000 e 300.000 crianças e adolescentes da região ingressariam no mercado de trabalho como consequência da pandemia, deixando de lado sua formação.

As estratégias de educação a distância chegaram de forma desigual, em parte devido à desigualdade pré-existente no acesso a recursos, como conectividade, dispositivos e ambientes propícios à aprendizagem, o que pode exacerbar ainda mais as lacunas educacionais na região.

O acesso desigual aos recursos necessários à aprendizagem e às modalidades de educação a distância de qualidade faz com que as perdas de capital humano se concentrem nos grupos mais vulneráveis ​​da população:

  • Crianças e jovens em áreas rurais com baixa conectividade, que têm menos acesso a modalidades eficazes de educação a distância.
  • Crianças em domicílios pobres, que têm dificuldade em garantir alimentação básica ou espaço para estudar ou que, mesmo em áreas com acesso à internet, não dispõem de aparelhos eletrônicos suficientes para acesso à educação a distância por meio de ferramentas digitais.
  • Crianças em lares monoparentais ou com baixo nível educacional onde os pais não podem fornecer suporte ou um ambiente propício para estudar.
  • Crianças de populações indígenas e portadoras de deficiência também serão afetadas de forma desproporcional, na medida em que as soluções de educação a distância não atendam a suas necessidades de idioma ou de aprendizagem.

Os governos devem concentrar seus esforços no planejamento da reabertura das escolas com senso de urgência, mantendo o papel protetor delas, garantindo os serviços que foram interrompidos e o bem-estar emocional da comunidade educacional.

Para ter acesso ao relatório completo em espanhol: COVID-19 y Educación.

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